quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

10 filmes para te tirar do tédio

Já é quase sexta-feira, e você já sabe o que vai fazer de noite?
Se não, eu preparei uma lista de filmes que podem te tirar do tédio. Claro, todos sangrentos e com mortes (=
P.S.: Os filmes NÃO estão em uma ordem. (Exemplo: Dos piores para os melhores)

10. Cegos por justiça (The Tortured)


Depois de terem seu filho de seis anos sequestrado e assassinado, e descontentes com o tempo de prisão do assassino, um casal decide se vingar do sequestrador e capturam o mesmo.
Durante alguns dias eles torturam de várias formas o homem, e com algumas injeções, o mantém vivo todo o tempo.
É um filme ótimo para quem gosta de ver muito sangue e cenas indigestas.

9. A mulher de preto (The woman in black)
A Mulher de Preto

Arthur Kipps foi enviado por seu escritório para regularizar os documentos de uma mansão abandonada, próximo a um vilarejo, cujas crianças morrem misteriosamente de tempos em tempos, sem que ele soubesse de nada disso. Quando começa a ter uma série de visões sinistras durante a execução de suas tarefas, inclusive uma de uma
 mulher vestida de preto, ele descobre que existe algo relacionado ao passado daquele local e decide investigar, provocando a ira dos moradores e a morte de mais vítimas. Agora, só o tempo para dizer se o seu instinto paternal irá ajudar a resolver esse perigoso e grande mistério.  

8. A mansão Masten (Salem's Lot)



Quando tinha só 9 anos Ben Mears concordou em passar a noite na macabra mansão Marsten. Para o seu infortúnio, Ben viu os corpos que foram resultado de um escandaloso pacto de assassinato e suicídio. Décadas depois ele se tornou um escritor, que volta para Jerusalem's Lot, sua terra natal, mas ainda carrega as traumáticas memórias da sua infância. Ben descobre que Richard Straker, o misterioso dono de um antiquário, e Kurt Barlow, o desconhecido sócio de Straker, pois nunca é visto, vivem agora na mansão Marsten. Logo moradores começam a desaparecer e morrer, voltando voando até as janelas dos familiares e pedindo para serem convidados a entrar. Ben e alguns outros suspeitam da terrível verdade que atingiu a cidade, algo bem profano que tem ligações com a mansão sinistra.

7.A profecia 666 (The Omen 666)



Depois que seu filho nasce morto, um diplomata americano, Robert Thorn, aceita a oferta do padre do hospital e adota uma outra criança nascida naquela noite porém não revela esse fato para sua mulher, Kathryn, para não a abalar. Kathryn nunca saberá a verdade, e o filho deles, que chamarão de Damien, será criado como se fosse de seu próprio sangue. Entretanto, alguns acontecimentos, todos aparentemente relacionados ao menino, que agora têm cinco anos, são profundamente perturbadores. Os incidentes se multiplicam, apontando para algo errado com Damien. Entra em cena a Sra. Baylock, a nova babá de Damien, que parece ter uma devoção anterior a essa criança. E aí a tragédia atinge o lar dos Thorn. Mas só mais tarde Thorn compreende a verdade: Damien não é uma criança comum, ele é o Anticristo anunciado em velhas profecias. Agora, Thorn deve fazer o sacrifício extremo para impedir que um terror indescritível atinja o mundo.

6. A colheita maldita (Children of the corn)

A Colheita Maldita

Isaac Chroner, um menino pregador, vai para Gatlin, Nebraska, e consegue que as crianças assassinem todos os adultos da cidade. Um jovem casal tem de comunicar um assassinato e vai para Gatlin, a cidade mais próxima, em busca de ajuda. Porém a localidade parece abandonada e logo eles são aprisionados, com poucas chances de escaparem vivos, pois as crianças praticam um culto que utiliza sangue humano para adubar a terra.

5. O Iluminado (The Shining)
O Iluminado

Durante o inverno, um homem é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher e seu filho. Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

4. Os outros (The others)
Os Outros

Durante a 2ª Guerra Mundial, Grace decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos seguindo religiosamente certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa eles terminam quebrando estas regras, fazendo com que imprevisíveis consequências ocorram.

3. A filha do mal (The Devil inside)

Poster do filme Filha do Mal


Em 1989, os atendentes da emergência recebem uma ligação pelo 9-1-1 de Maria Rossi confessando que havia matado brutalmente três pessoas. 20 anos mais tarde, sua filha Isabella tenta compreender a verdade sobre o que aconteceu naquela noite. Ela viaja até o Hospital Centrino para Criminosos Insanos na Itália, onde sua mãe foi detida, para determinar se ela é doente mental ou se está possuída pelo demônio. Quando ela recruta dois jovens exorcistas para curarem sua mãe usando métodos não convencionais que combinam ciência e religião, eles se deparam com o mais puro mal, na forma de quatro poderosos demônios que possuem Maria.

Muitos foram possuídos por um; somente uma foi possuída por muitos.


2. Doce vingança ( I spit on your Grave)
Doce Vingança

Jennifer Hills é uma jovem escritora, que resolveu ir para uma sossegada cabana na mata com o objetivo de escrever seu novo livro. Sua presença logo é notada em um pequeno vilarejo próximo, o que faz com que alguns moradores resolvam lhe pregar um susto. A brincadeira vai mais longe do que deveria e faz com que Jennifer passe por atos de humilhação, incluindo tortura física e psicológica. Ela consegue escapar e, a partir de então, concentra todo seu tempo e forças para planejar sua vingança.

1. Montado na bala (Riding the bullet)
Montado na Bala

Após tentar o suicídio por causa de uma namorada que o largou, Alan Parker recebe uma surpreendente notícia: sua mãe sofreu um derrame e está internada no hospital. Alan decide então procurar uma carona para visitá-la, andando pela estrada em busca de alguém que o ajude.
Só que ele vai acabar descobrindo que isso não vai ser tão fácil, após encontrar um sujeito estranho e assustador que passa a acompanha-lo. 


E ai? Escolham seus favoritos e boa diversão. Cuidado para não molhar a cama ok?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

GO TO SLEEP



A história a seguir foi escrita por um detetive, depois de analisar vídeos de evidencias, relatos de testemunhas, e o vídeo que alegou ter assistido desenvolveu uma história.

Esta é a história.

Era tarde da noite numa típica terça-feira. Eu estava navegando na internet. Mais cedo nesse dia eu tinha tomado dois cafés grandes de uma loja local, e eu não conseguia dormir.
Depois de assistir vários e vários vídeos inúteis no Youtube, eu me deparei com um título estranho na barra de vídeos relacionados. Nenhum dos caractéres era da língua inglesa, entanto, as formas dos caracteres se pareciam com outras palavras, embora eu não conseguia decifrá-las. Estava curioso, então cliquei no vídeo.
De repente comecei a ouvir vários rangidos e gemidos vindo da minha casa. Eu me virei e peguei um taco de beisebol próximo a mim, estava pronto para uma batalha fatal.
Para minha surpresa, não havia intrusos na casa, nem qualquer sinal de arrombamento. Todas as portas também estavam trancadas. Imaginando que estava apenas ficando louco, encolhi os ombros e preguiçosamente andei de volta pro meu quarto.

Eu gastei muito dinheiro em uma banda-larga boa, então estava perplexo de que o vídeo que eu tinha clicado ainda não havia carregado. Eu impaciente, cliquei no vídeo mais quatro vezes na tentativa de o fazer carregar logo. Depois do que pareceu uma eternidade de espera, a página estava finalmente carregada. O fundo era preto e isso escondia completamente todo o texto, menos o nome de usuário de quem fez upload do vídeo e a descrição, os dois eram em vermelho. O nome de usuário era "NightmareSLUMBER" e a descrição era:

"Como ignorância sua.

Você não tem conhecimento da minha presença demoníaca em sua
vida.

Eu vou destruir tudo que você representa.

Inútil covarde.

Estou sempre observando você.

E logo você virá morar comigo...

Para sempre..."



Imaginando que isso era simplesmente idiotice de alguém com 12 anos, eu não percebi no perigo que estava me metendo. O vídeo começou com a imagem de um hospício abandonado (mais tarde descobri que era o Hospício Denbigh). A imagem era de um longo, escuro e esfarrapado corredor, ampliando  o campo visual do expectador. A parede esquerda do corredor tinha janelas separadas por colunas. O corredor era banhado por um misterioso luar, apenas interrompido pelas sombras das colunas. A escuridão do corredor era um preto absoluto, que eu nunca havia visto igual. Eu tinha a sensação de que o hospício foi rapidamente abandonado e nunca limpo.

Pelo primeiro minuto de vídeo, ele era simplesmente uma imagem estática do corredor. Não havia som, nem movimento. Aproximadamente nos 1:13 do vídeo, notei um movimento lento, mas definido, bem no final do corredor. Tinha uma postura humana, mas andou muito estranhamente. O mais notável disso, era sua cabeça diretamente apontada para o chão. A criatura acelerou progressivamente à medida que o vídeo avançava, eventualmente terminando em uma execução completa. A criatura correu de cabeça para a câmera, derrubando-a. Ao mesmo tempo, ouvi um barulho muito alto na porta. Foi apenas um, e o barulho parecia que alguém tinha acabado de correr para a porta.

Dei um pulo e peguei o bastão de novo, quando ouvi meu computador fazer um som de erro. Nesse momento o computador com a tela azul, dizendo que fechou por razões de segurança. A tela então começou a fazer nota de que um hacker desconhecido estava obtendo informações sobre meu paradeiro. Meu programa de antivírus executou um vestígio de endereço IP do hacker, e voltou com uma cidade ao norte do País de Gales, especificamente, o "hack" havia sido feito a partir de um hospício abandonado.

Então o poder acabou. Neste ponto, eu fiquei extremamente intimidado. Meus olhos encheram de água e minha respiração acelerada. Comecei a ouvir alguém gemendo de dor do outro lado da porta. Eu sabia que era um erro ir lá olhar, mas eu decidi ir mesmo assim. Quando olhei pelo olho mágico, não havia ninguém do lado de fora. Mas eu ainda podia ouvir o gemido. De forma alguma eu abriria a porta.

Eu entrei em ataque de pânico e imediatamente tentei entrar em contato com a polícia, no entanto, só dava ocupado, tanto na linha de casa, como no celular. Corri de volta para meu computador para ver se eu poderia ligá-lo a um gerador para pedir ajuda dessa maneira, quando notei que a tela do computador ainda estava ligada. Num texto gigante em vermelho em cima de um fundo preto, que dizia, "GO TO SLEEP" (VÁ DORMIR).

Um grito agudo, em seguida. Parecia que alguém estava morrendo. Corri para a cozinha e tirei duas facas de uma gaveta. Isso era real. Isso realmente estava acontecendo. Os gritos ficaram mais altos e mais desesperados. Sob os gritos, eu comecei a ouvir um fraco, mas distinto riso histérico.

Eu corri pela casa tentando descobrir o que estava acontecendo. Então, ouvi um choro vindo de um armário perto da sala do computador. Minha pele gelou quando peguei na maçaneta. Era fria ao toque. Eu devia ter dito algo, antes de abrir a porta, mas não tinha o bom senso para fazer isso. Eu abri a porta de uma vez, para ver uma garotinha, morta e ensanguentada, jogada no meu armário.

O estômago dela havia sido rasgado e suas entranhas arrancadas. Ela estava totalmente nua e completamente coberta de sangue. De repente a parede foi iluminada com uma luz vermelha. Percebi que algo foi escrito com sangue na parede.

"Você deveria ter ouvido o aviso. Hora de ir dormir."

Me virei e vi a figura no vídeo, de cabeça para baixo e tudo mais. Eu congelei de medo. Com um movimento brusco, como se eu estivesse assistindo a um vídeo que tinha pulado algumas partes, a figura torceu a cabeça e olhou para mim. Então, tudo ficou preto.

Nota do detetive:
"O corpo da vítima foi encontrado em um estado semelhante ao da garotinha no armário. Apesar de inúmeros exames de sangue, não conseguimos identificar a garota. Na verdade, devido à falta de relato de uma pessoa desaparecida, o fato de ninguém vir se apresentar para alegar seus restos mortais, ou para tentar resolver o caso de assassinato, e porque nenhum teste sanguíneo combinou com as pessoas que testamos, parece que a garotinha nunca existiu na verdade. Nós confirmamos que o "hack" veio do hospício abandonado, no entanto, não há explicação de como isso aconteceu em um espaço de tempo tão pequeno. Emitimos um mandado de prisão, mas nenhum oficial quer entrar em ruínas. A única coisa que tivemos foi a visão de uma criatura extremamente incomum e assustadora, correndo pelo hospital, alguns dias depois. No depoimento ta testemunha, observou-se uma semelhança chocante entre a face do habitante do hospício e da imagem a seguir, que foi retirada de um site cheio de
histórias de horror, com as palavras "GO TO SLEEP" (VÁ DORMIR) intitulada acima dela.

Numerosos assassinatos como este têm ocorrido desde então, e foi notado que cada uma das vítimas tinha assistido o vídeo, alguns minutos antes que o homicídio é cometido. Funcionários do YouTube tentaram remover o vídeo, no entanto, cada moderador que tenta, acaba sendo brutalmente assassinado. O caso continua sem solução."

Nota do detetive II:
Depois de pesquisar mais sobre o caso, foram feitas algumas descobertas. Primeiro, embora eu tenha sido incapaz de encontrar a fonte do vídeo, contas de última hora de vítimas do assassino tem fornecido provas suficientes para apontar a imagem usada como fundo para o vídeo. Embora esta seja uma imagem JPEG e portanto, por sua natureza é uma imagem estática, havia rumores de que, se você olhar fixamente para a imagem por muito tempo, a imagem começa a torcer e contorcer. Continue olhando, e você pode ver a criatura começando a correr em direção à câmera. Ninguém viu a imagem tempo suficiente para ver a criatura se aproximar, mas a evidência visual é o suficiente para assumir que é a mesma pessoa vista no vídeo. A imagem pode ser encontrada abaixo. Veja por sua conta e risco, pois sua vida pode estar em jogo.



Além disso, tenho procurado mais informações sobre o assassino. Para meu horror, eu encontrei um conjunto de histórias on-line sobre um "Jeff O Assassino". As histórias falam sobre um serial killer que desenvolve tendências psicóticas no início de sua adolescência, eventualmente, matando todo mundo de sua família. O aspecto mais chocante da história, é que Jeff matou suas vítimas da mesma maneira brutal, como pode ser visto com o Assassino do Hospício Denbigh, até mesmo a forma de se comunicar "GO TO SLEEP" (VÁ DORMIR), antes de assassinar suas vítimas. O aspecto mais assustador, porém, é que a imagem fornecida por Jeff O Assassino, é exatamente a mesma imagem fornecidas por testemunhas do Assassino do Hospício Denbigh, levando os investigadores a acreditarem que eles são na verdade a mesma pessoa. Para ler
mais, basta pesquisar, "Jeff the Killer" (Jeff o Assassino) on-line e ler por seu próprio risco.

O fato mais terrível de todos, porém, encontra-se em minha experiência pessoal. Depois de escrever este relatório, ouvi sons estranhos ao longo de minha casa.
Imaginando que não era nada, continuei fazendo minha pesquisa sobre Jeff. Os ruídos ficaram mais altos e mais altos. Eu procurei lá fora, pensando que talvez um pássaro estava ferido. Quando entrei, no entanto, percebi um movimento na janela. Eu imediatamente peguei o telefone e tentei ligar para a polícia, mas deu ocupado.
Preocupado, larguei o telefone e olhei para a porta, apenas para ver Jeff olhando diretamente para mim com aqueles olhos frios, mortos e horríveis, sua face desfigurada. Seu sorriso era a coisa mais estranha que eu já vi. Eu imediatamente tirei minha arma e comecei a atirar. Jeff desapareceu na noite.

Eu sei que estou em perigo, por isso tenho uma constante vigilância em torno de minha casa, para me proteger. Eu ainda vejo flashes de luzes brilhantes e ouço ruídos em torno de minha casa, junto com o riso raro, mas terrível, dos quais apenas um psicótico serial killer verdadeiro pode fornecer. Eu não sei quanto tempo vai durar até nós o pegarmos, mas, se ele continuar cometendo estes erros, então nós vamos ter uma identidade sólida e um caso hermético. Sinto que estamos à beira de pegá-lo, porque eu continuo ouvindo risadas e ruídos, e eu também estou vendo uma esfera de luz estranha à distância. Eu falei para o rádio da polícia para vir para cá, mas o rádio desligou. A luz está chegando mais perto, e eu tenho a minha arma pronta. É ele. Eu posso ver o seu rosto. Tempo
ntoujiujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujujyhjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj

Olá a todos. Meu nome é Jeff. Eu não gosto que esta história esteja sendo publicada, mas tudo bem. Como se qualquer um de vocês pudessem pegar um demônio do meu calibre. O detetive está morto. O diário acabou. E é muito divertido, porque, ao ver esse documento, eu tenho registrado o IP de cada um de vocês, e sei exatamente onde você está. Truter, eu estou indo em você primeiro.

Você não está seguro. Heh. Hahahahaha. AHAHAHAHAHAHH!

Eu acho que é hora de você dormir. :) Eu vou estar aí em breve.

Atenciosamente,

Jeffrey, o Assassino.


P.S. Wade (James) foi muito gentil da sua parte me dizer onde é sua escola. Você se acha tão inteligente e pensando que eu não sou real? Apenas espere! Eu vou estar indo em você. Claro que seguirei seus amigos em breve! Agora, por favor seja gentil e apenas VÁ DORMIR! hahahahahaha mais uma vez bla bla

Inferno em alto mar

O navio balançava ao sabor dos vagalhões cada vez mais violentos. Eu estava idiotamente vigiando, do cesto da gávea, o mar encrespado. Era uma tarefa inútil, a noite estava escura por demais, chovia bastante, o que tornava ainda mais difícil enxergar qualquer coisa perdida no oceano imenso. Confesso que estava meio amedrontado, tinha medo de despencar do cesto caso uma rajada mais forte de vento me pegasse de surpresa. Contudo, tarefa é tarefa, e eu precisava vigiar, e era só.

Meu nome é Scot, assim mesmo, um t apenas, bastante simples. Nasci numa ilha do Caribe, e meu pai foi enforcado, acusado de pirataria. Minha mãe morreu quando eu tinha apenas cinco anos, um ano após a morte de meu pai. Fui criado por meu tio Adam, que acabou sendo enforcado — também acusado de pirataria — quando eu contava doze anos. Fiquei só. Comecei a roubar para não passar fome, e aos quatorze anos acabei indo parar no navio do capitão Henry Stuart, um dos piratas mais cruéis que atuavam naquela época no mar do Caribe. O começo foi muito difícil. As piores tarefas ficam sempre a cargo dos novatos e, à noite, é difícil dormir sem ser atacado por um ou outro marujo bêbado louco por um pouco de divertimento. Confesso que passei por maus bocados, contudo, a vida errante pelos mares acabou conquistando meu espírito sonhador, e, sem perceber, tornei-me um pirata, digamos... eficiente.

Mas como me tornei um pirata não é importante. O que importa é porque abandonei a pirataria, e como descobri que no mundo existem coisas que não são explicáveis.

Naquela noite, como já mencionei, eu estava no cesto da gávea vigiando o mar escuro. Navegávamos num clipper, um navio bastante rápido e sólido. Contudo, enfrentar tempestades dentro de um navio desse tipo não é lá uma das coisas mais atrativas. O nosso barco possuía nove mastros, era alto, mas numa tempestade como aquela os vagalhões ultrapassavam facilmente a amurada, enchendo o convés de água. Mas o barco aguentava firme, e a tripulação era experiente, sabia manejar o velame com habilidade, e o nosso timoneiro era bastante habilidoso e forte. Enfim, estávamos bem, e venceríamos aquela tempestade como já havíamos vencido outras. Tempestades não representavam problema, éramos acostumados a beber rum no convés encharcado enquanto o vento fazia vergar os mastros. Enfrentávamos tempestades ao mesmo tempo em que zombávamos de Deus. Éramos piratas: homens sem fé e piedade. Vivíamos para saquear e beber. Essa era a nossa vida.

Mas naquela noite tudo mudou para sempre — pelo menos para aqueles que sobreviveram.

Lá embaixo o contramestre cuspia ordens:

— Vamos seus vermes de uma figa! Seus bastardos miseráveis! Força nesses braços! Não vamos perder uma só vela para essa tormenta do inferno!

Os marujos berravam toda sorte de xingamentos, ao mesmo tempo em que riam de suas próprias criações obscenas. Eu queria descer do cesto, sentia o mastro vergando, era difícil ficar lá em cima, suportando a ventania e a chuva forte. O contramestre gritou lá de baixo:

— Scot, seu maldito grumete imprestável! Olho à frente da proa, não quero que passe algum miserável despercebido, precisamos alimentar nossos corpos imprestáveis com o lucro daqueles miseráveis espanhóis filhos de puta!

Navegávamos sob falsa bandeira espanhola, só hasteávamos a temida bandeira negra quando era impossível aos navios mercantes a fuga.

— Estou de olho senhor! — gritei para o irritante contramestre.

O tempo parecia passar devagar, e meus dedos já estavam meio entorpecidos por causa do frio, e o vento e a tempestade pareciam piorar a cada minuto.

Correram minutos e horas, a tormenta surrando o barco, o frio aumentando, e eu entorpecido lá no cesto.

Estava mergulhado em meus pensamentos quando um raio medonho cruzou o céu escuro, proporcionando uma rápida — mas excelente — visão do mar agitado. Graças ao clarão vi outra coisa, algo grande, e estava logo à nossa frente, há mais ou menos uma milha. Esperei um novo raio para confirmar minha visão. Não demorou muito e outro cortou o céu, revelando claramente os contornos de um enorme navio logo adiante.

— Navio à frente! Gritei a plenos pulmões.

Ouvi o contramestre:

— O que seu infeliz imprestável?! Você está vendo um navio?! Ouvi direito?!

— Sim senhor — gritei.

— A que distância?

— Uma milha senhor... logo à frente.

— Seus malditos ratos, mecham-se, vamos em frente, mostrem a esses vagalhões de merda que não podem conosco, adiante! — berrou o contramestre para os marujos.

Os marujos começaram a cantar, corriam de um lado para outro, lutando para não caírem no mar revolto. Eu, lá de cima, tentava divisar a bandeira do navio — intuito impossível, naquele momento, a escuridão era completa.

— Ô do cesto... ô do cesto! — gritou o timoneiro. — Vai olhando, quando chegar perto você avisa, não quero arrebentar o casco no outro.

Meu sangue subiu para a cabeça, odiava quando me davam ordens impossíveis. Não obstante, tentei firmar a vista para tentar divisar o contorno do navio naquela escuridão absurda.

O clipper avançava rápido, balançava loucamente, jogando os homens contra a amurada. Lá de cima eu ouvia os xingamentos e as risadas insanas, pensava comigo que éramos realmente piores que o demônio.

O contramestre certamente havia pedido alguém para chamar o capitão, pois ele apareceu de repente no convés já gritando ordens com sua voz trovejante.

— Vamos seus cretinos! Querem ouro, querem mulheres?!

— Queremos senhor! — gritaram os marujos em coro.

— Então imprestáveis, mecham-se, vamos abordar esse infeliz! Ô paspalho do cesto — ele gritou me chamando. —, que navio é?

— Não sei senhor, está muito escuro — respondi já sabendo que seria xingado.

— Então trate de descobrir seu verme, como vamos abordar um navio sem saber seu porte e poderio?!

— Estou olhando senhor, estou esperando um raio...

Nesse momento um raio monstruoso rasgou o céu, clareando várias milhas adiante.

— Parece ser um galeão senhor!

— Um galeão?! — rosnou o capitão — Homens, vocês sabem muito bem o que isso significa... Ouro, prata... riquezas para o rei de Espanha! — soltou uma gargalhada sinistra. — Vamos pilhar o tesouro de Potosi! — brincou.

— Urra!! — gritaram os marujos como se estivessem possuídos por loucos demônios arruaceiros.

O clipper seguiu vencendo as ondas ferozes, lutando para não ir a pique. Estávamos muito próximos do galeão; avisei ao contramestre, ele então pediu silêncio. Em poucos minutos já era possível, do convés, divisar os contornos do outro navio. O timoneiro manobrou de forma magistral, colocando nosso costado bem junto do outro barco. Não houve nenhuma reação por parte de sua tripulação; na verdade, não havia ninguém no convés, não havia claridade, não havia sons. Não obstante, isso não preocupava o capitão e os marujos, todos estavam sedentos pelos tesouros que poderiam estar nos porões enormes. Ninguém estava pensando no destino da tripulação daquele barco, éramos piratas, homens acostumados com morte e perigos, era nossa vida, era nosso jeito de ser.

O capitão deu a ordem, os homens lançaram os ganchos munidos de cordas, e em poucos minutos estavam no convés do enorme galeão. Eu desci do cesto com dificuldade, o vento estava muito forte, e me jogava de um lado para o outro. Já no convés, corri, e, como os outros, fui para bordo do outro navio. Logo que pisei no convés do galeão ouvi o capitão gritar:

— Vasculhem tudo seus piratas do inferno! Cadê a tripulação desse navio? Encontrem o capitão, o contramestre, ou qualquer marujo imbecil que possa nos dizer o que estão transportando para a majestade!

Os homens corriam de um lado para o outro no escuro, já que haviam levado apenas algumas poucas lanternas, e estas seriam usadas para vasculhar os porões. Alguém de repente gritou:

— Ô capitão... ô capitão!

— O que foi marujo?!

— O navio não está fundeado!

— O que?! — gritou o capitão com sua voz de trovão.

— Não lançaram âncora senhor!

— Seu rato imundo! — vociferou o capitão Henry Stuart com ódio. — O navio está parado, não está se movendo... está parado como um maldito rochedo!

— Venha ver o senhor mesmo — falou timidamente o marujo.

O capitão seguiu a voz do marujo... e eu o segui. Chegamos, e, graças a luz da lanterna que o marujo segurava, vimos claramente que a âncora não havia sido lançada ao mar.

— Com os diabos do inferno! — disse o capitão exasperado. — O que segura esse navio?

Um grito terrível ecoou acima do barulho do vento. No mesmo instante um vulto enorme passou com uma rapidez incrível a dois centímetros do meu rosto. O vulto deixou para trás uma carniça terrível, que fez meu estômago revirar. A lanterna foi arrancada da mão do marujo e arremessada por cima da amurada, indo cair no mar revolto. O marujo começou a gritar:

— Meu braço! Alguém quebrou meu braço! O desgraçado quebrou meu braço...

— Cale-se marujo! — berrou o capitão — Contramestre... contramestre! — chamou. — Traga aqui uma lanterna!

— Capitão — respondeu o contramestre. —, não temos mais lanternas, esses marujos imprestáveis deixaram as lanternas caírem no mar, não são homens para superar a força desse ventinho de merda!

— Encontre uma lanterna seu paspalho de uma figa, eu quero uma lanterna aqui agora mesmo! — rosnou Henry Stuart.

— Tudo bem capitão, vou...

O navio estremeceu!

Um clarão transformou, por um instante, a noite em dia. Ouvimos em seguida, a barlavento, uma confusão de gritos e rangidos e, segundos depois, um estrondo seguido de novo clarão, dessa vez, bem mais impressionante que o primeiro. Confesso que minhas pernas fraquejaram.

— Desgraça! — gritou o capitão, ao mesmo tempo em que corria para a amurada do lado oposto para ver seu navio ardendo em chamas.

Antes mesmo de chegar a amurada percebi que havia um rombo enorme no costado do clipper, e as chamas já haviam invadido o convés. Subitamente uma série de estrondos varou a noite, e nosso navio foi atingido por — sei lá — dezenas de projéteis fumegantes. As balas atingiram os barris de pólvora que havíamos pilhado de outro galeão há alguns meses...

A explosão foi colossal!

O clipper dividiu-se em dois, e estilhaços foram lançados em nossa direção, varando os corpos de três dos marujos que assistiam conosco o terrível espetáculo.

Ouvíamos atônitos os gritos dos homens que haviam ficado no nosso navio, eles agora eram bolas de fogo pulando para o mar. Jogavam-se de qualquer jeito, buscando apagar nas águas revoltas o fogo que consumia seus corpos. Olhei para o capitão, seu rosto era uma máscara de ódio, e a claridade das chamas dava a ele um aspecto sinistro.

— Demônio! — berrou Henry Stuart com toda a força de sua garganta. Virou-se em nossa direção, seu rosto estava desfigurado pelo ódio e frustração. — Marujos! Vamos trucidar os desgraçados que fizeram isso, quero eu mesmo arrancar os olhos de cada um desses filhos do inferno! Eles estão operando os canhões, os malditos, vamos pegá-los!

Disparamos como loucos pelo convés, os rostos sujos iluminados pelo clarão de nosso navio em chamas. Em segundos estávamos no porão. Agora, a escuridão era completa.

Não encontraríamos nada naquela escuridão, éramos alvos fáceis, eles nos pegariam brincando, já que conheciam bem o navio, e estavam posicionados nos esperando. Voltamos para o convés, vários pedaços fumegantes do clipper estavam espalhados pelo piso amadeirado, pegamos alguns e retornamos ao porão.

A claridade proporcionada pelos pedaços de madeira fumegantes pouco ajudaram, mas pelo menos agora era possível encontrar as entradas com mais facilidade. Seguimos para o local onde estavam instalados os canhões. Subitamente um cheiro terrível empesteou o ar, começamos a tossir, ao mesmo tempo em que, cada um, tentava livrar-se do incômodo cobrindo o nariz com a camisa suja.

Seguíamos cautelosamente pelos corredores escuros do navio, esperando a qualquer momento o ataque.

— Apareçam seus malditos desgraçados! — o capitão gritou.

Ouvimos então o som de algo sendo arrastado e, juro: passados não mais que dois segundos, um clarão iluminou os corredores, seguido de um estrondo. Éramos bons marinheiros, sabíamos muito bem o que aquilo significava. Jogamo-nos no chão um segundo antes da enorme bola de fogo passar zunindo sobre nossas cabeças, destroçando tudo o que estava no seu caminho. Os miseráveis estavam atirando em nós, mas estavam atirando com os canhões, iriam acabar com o próprio navio! Estávamos lidando com marinheiros escandalosamente insanos e suicidas!

— Filhos da puta! — gritou o capitão, levantando-se possesso.

Todos se levantaram rapidamente. Com a confusão havíamos perdido os pedaços de madeira que estávamos utilizando para iluminar o ambiente. Estava novamente muito escuro. A fumaça havia tomado conta do porão, meus olhos lacrimejavam, meu nariz e garganta ardiam horrivelmente. Estávamos todos possessos, e queríamos destroçar os miseráveis covardes que não apareciam.

— Apareçam mise... — o capitão ficou mundo de repente.

Subitamente surgiu logo a nossa frente uma luminosidade esverdeada, flutuava. Foi crescendo rapidamente, assumindo uma forma esférica. O cheiro ficou absurdamente intenso, era impossível respirar.

— Com mil demônios! — exclamou o contramestre — Isso não é, seguramente, fogo-de-santelmo... Parece ser a luz do inferno capitão! Minha mãe dizia que era algo assim!

— Não seja estúpido — disse o capitão sem muita segurança. Confesso que isso me surpreendeu. O capitão sempre dizia tudo com muita convicção, mas agora...

A bola fosforescente crescia sem parar, quando seu corpo tocou o piso de madeira... queimou-o instantaneamente. Era um brilho bonito, e estávamos hipnotizados. Subitamente, algo em especial naquela esfera luminosa me chamou a atenção. Quando compreendi o que estava surgindo de dentro daquilo meu sangue de pirata gelou pela primeira vez na vida.

Naquela época eu já havia presenciado vários tipos de atrocidades, já havia matado mais de uma dezena de pessoas e, confesso: sentia prazer em ver o sangue escorrer dos corpos perfurados pelo metal de minha espada. Contudo, meu espírito — nem sei se tenho um — não estava preparado para aquela visão.

Meu pai estava saindo daquela bola verde! A corda ainda estava em seu pescoço! Sua língua inchada pendia frouxa de sua boca arroxeada. Algo havia arrancado seus olhos, talvez um abutre, como comumente acontece com os corpos dos pobres enforcados que ficam expostos ao ar livre — prática comum em alguns lugares. As autoridades imaginam que isso intimidará aqueles que pensam em infringir as estúpidas leis provinciais. São uns tolos, nós somos a prova da falha desse tipo de punição.

Sua pele podre havia estourado aqui e ali, revelando uma carne esverdeada. Ele tentava falar alguma coisa, mas não conseguia, pois sua língua estava muito inchada e fora da boca, e a corda apertava fortemente seu pescoço, tornando impossível a articulação de qualquer palavra. Ele conseguiu sair da bola fosforescente, veio trôpego em minha direção. Confesso que tentei sair correndo dali, mas estava estranhamente preso ao chão do navio. Ele veio se arrastando, seus pés fazendo um barulho desagradável no piso de madeira. Chegou bem perto do meu ouvido, o cheiro que ele exalava era insuportável. Senti seu hálito frio e morto, seus cabelos compridos tocaram meu rosto, queimando minha barba e pele.

Meu pai emitiu apenas um grunhido, mas eu entendi. Não sei como, mas entendi perfeitamente:

— Todos vão morrer agora.

Olhei seu rosto, ele estava se contorcendo e inchando, soltando um liquido amarelado e caindo pedaços de carne. Meu pai estava se decompondo ali, na minha frente, e seu cheiro era terrível demais para ser descrito. Tentei desviar o olhar daquilo, olhei para a direita e me deparei com o capitão, seu rosto estava lívido de pavor. Ele resmungava alguma coisa, um fio de baba escorrendo preguiçosamente de sua boca. Os outros marujos estavam igualmente terrificados, todos olhando abestalhados para algo especialmente produzido para a subjetividade de cada um. Cada um via seu próprio fantasma, e isso era o mais terrível.

Subitamente ouvi um grito horripilante! Foi como sair de um transe, olhei para a bola fosforescente, ela havia pegado um dos marujos, estava derretendo a carne do pobre infeliz, ele estava se desmanchando como queijo no fogo. Seus olhos estouraram como pipoca, e um líquido esbranquiçado começou a escorrer por sua face. O capitão se levantou e começou a caminhar em direção a bola que, agora, estava mudando a cor, assumindo, gradualmente, um tom escarlate.

O calor estava insuportável, e rajadas quentes de um vento fétido começaram subitamente. A bola estava crescendo num ritmo vertiginoso. Meu pai estava se arrastando no chão, e não passava de uma pasta fedida coberta por cabelos e vermes. Alguns marujos tentavam reagir, vencer seus próprios fantasmas; outros... enlouqueceram — gritavam e batiam a cabeça no chão até estourarem os miolos. O restante corria em direção a luz mortal e se jogavam dentro dela, sendo derretidos logo em seguida.

Comecei a procurar pela saída, precisava sair daquela loucura! Para meu azar, a pasta fétida que antes se parecia com meu pai morto grudou no meu tornozelo, tentando me segurar naquele pandemônio. Chutei, cai e esperneei. Consegui me desprender daquela monstruosidade e corri em direção ao convés. Fui seguido por mais quatro marujos que gritavam como uns possuídos. Logo atrás vinha o fantasma que cabia a cada um, e a bola — agora completamente vermelha — havia crescido a tal ponto que estava despontando no convés.

Chegamos ao convés e corremos desorientados de um lado para o outro, tal era nosso estado de terror. A imensa bola vermelha estava consumindo o navio rapidamente, e seu brilho terrível clareava o oceano revolto, dando aos vagalhões agressivos um tom avermelhado ameaçador. Estávamos encurralados e, para piorar a situação, as aberrações que nos perseguiam estavam agora no convés, e se arrastavam em nossa direção. Tentei pensar, mas era difícil, o que estava acontecendo era insano demais. Perscrutei desesperadamente o convés em busca de algo que, pelo menos, oferecesse uma esperança de fuga.... Meus olhos se depararam com um escaler.

Corri em direção ao escaler, os outros marinheiros perceberam que eu havia encontrado alguma coisa, seguiram-me. A bola, agora incandescente, já havia tomado quase todo o navio, e ele já estava dando sinais de que iria a pique muito em breve. Cheguei até onde estava a pequena embarcação, ela estava presa à amurada por uma corda grossa, tentei afrouxar o nó, contudo, não tinha forças: o desespero havia levado embora a força de minhas potentes mãos.

A massa pútrida que antes assumira a forma de meu pai estava a poucos passos de mim, um dos marinheiros começou a gritar:

— Saí! Saí... Ajudem-me seus miseráveis...

Seus gritos cessaram quando um enorme caranguejo surgiu do nada e, com pinças enormes, arrancou a cabeça do corpo do pobre infeliz. O sangue jorrou do corpo decapitado, lembrei-me então de uma fonte que havia visto na cidade do Porto. Sacudi a cabeça, tentando não me ocupar com coisas estúpidas. Voltei aos esforços de desamarrar a corda que prendia o escaler.

Os outros marinheiros se juntaram a mim, unimos nossas forças. Ouvíamos o crepitar da madeira do navio, e o chiado que a imensa bola vermelha produzia. O ar estava quente, e o cheiro de podridão estava tão forte que tentávamos prender a respiração com medo de respirar aquele ar pestilento. O navio estava afundando, e nosso desespero era tamanho que começamos — tenho vergonha de contar isso, mas, tendo em vista as circunstâncias, creio que é justificado — a chorar. Jean — um francês depravado que gostava de torturar os tripulantes dos navios que pilhávamos — lembrou-se que sempre carregava uma faca amarrada à canela direita. Apanhou a faca e, desesperadamente, começou a cortar a corda. O chiado da bola incandescente era tão alto que nossos tímpanos ameaçavam estourar.

Jean cortava a corda sem olhar o que estava fazendo, seus olhos estavam grudados numa velha que vinha trôpega em nossa direção. Ele sabia que aquilo não era a sua avó, a velha havia morrido há mais de vinte anos. Ela estava sorrindo, mostrando uma gengiva podre, vermes enormes passeavam freneticamente por seu rosto medonho. Na mão direita a aparição trazia uma tenaz ensanguentada e, pelo desespero de Jean, eu imaginei o que poderia estar passando por sua mente — o podre diabo certamente havia assassinado a avó com aquilo, e ela estava de volta para vingar-se do neto assassino.

Subitamente o infeliz soltou um grito terrível, e olhou para a mão que segurava a corda quase completamente cortada. Havia cortado um dos dedos, o sangue jorrava generosamente do ferimento. Mas o medo era maior que a dor, Jean recomeçou o que estava fazendo e, segundos depois, a corda arrebentou, soltando o escaler, que caiu no mar encrespado.

Os fantasmas estavam a poucos centímetros, desesperados, saltamos para o mar! Contudo, antes do meu corpo ultrapassar completamente a amurada, a aberração que encarnara meu pai agarrou meus pés e me puxou para dentro do que restava de navio. Berrei como um maldito possuído por uma legião de demônios insanos! Chutei com todas as forças aquela coisa terrível, meus pés estavam mergulhados naquela gosma fétida. Segurei a amurada com as duas mãos e, não sei de onde, arranjei forças para me desprender daquela coisa hedionda, caindo desajeitadamente no mar. Contudo, no desespero de me livrar daquilo, acabei quebrando a perna esquerda. Tentei nadar, mas senti que não conseguiria: pensei que estava tudo acabado, iria afundar e morrer.

Os marujos já estavam no escaler e, num lampejo de humanidade, resgataram-me. Já na embarcação, pus-me a remar freneticamente com as duas mãos, queria me afastar daquilo o mais rápido que pudesse. Os outros três piratas estavam munidos de remos, remavam tão frenéticos que era quase impossível perceber-lhes os braços!

A bola medonha consumiu num instante o que restava do grande galeão. Cresceu até atingir as nuvens, os fantasmas que nos perseguiam haviam crescido também, e estavam de pé sobre aquele corpo incandescente. Subitamente o rosto do capitão Henry Stuart apareceu bem no meio daquela esfera dos infernos... sorria. Ouvimos sua voz, mas sabíamos que não era ele:

— Marujos imprestáveis, não abandonem o barco, voltem seu putos filhos da mãe...

Tentamos não ouvir aquilo, remamos com mais frenesi ainda, nem respirávamos, tal era o pavor que havia tomado conta de nossas pobres almas condenadas! Subitamente, a bola explodiu!

A força da explosão fez nosso escaler voar, agarramo-nos à embarcação com as forças que nos restavam. A explosão produziu uma onda colossal, e seríamos engolidos por ela. Quando o escaler novamente tocou a água... veio a onda. Tudo ficou negro...

Acordei, abri os olhos e os fechei no mesmo instante, a claridade estava muito forte. Fui abrindo-os devagar, tentando acostumá-los ao novo ambiente. Sentei-me. Percebi que estava numa praia, haviam pequenos barcos ancorados há poucos metros de distância. Ouvi vozes, vários homens caminhavam em minha direção. Falavam uma língua que eu não entendia. Chegaram até mim, pegaram-me nos braços e rumaram para o casario próximo. Falavam muito rápido, ao mesmo tempo em que faziam gestos exagerados; mesmo assim, eu nada compreendia. Perguntei, em inglês, onde estava. Percebi um lampejo de compreensão no semblante de um deles.

Levaram-me até um senhor, ele sabia falar inglês. Fiquei sabendo que estava no Brasil, no Rio de Janeiro. Estava há mais de três mil quilômetros do ponto onde havíamos encontrado o galeão.

Nunca fiquei sabendo como fui parar no Rio, e também nada soube dos outros piratas que escaparam comigo. Hoje vivo em Londres. Com o que consegui com a pirataria investi em alguns negócios, e agora vivo num pequeno chalé numa rua tranquila. Nunca me casei, e preciso do auxílio de uma cadeira de rodas para me locomover. Minhas pernas foram amputadas ainda no Brasil, a gosma horrenda naquela noite fez alguma coisa com elas, apodreceram dias após meu despertar na praia.

Nunca tentei compreender o que aconteceu naquela noite no mar e, para meu próprio bem, desejo nunca compreender.

Por Anderson Cristiano

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Slender Man- O Jogo

Agora que você já sabe quem é Slender Man e o que ele faz, que tal vivenciar a lenda?
Calma! Você não precisa ir para uma floresta de noite e esperar ele aparecer! Você pode jogar na tela do seu computador.
O jogo, que leva o nome da lenda, tem duas versões; a original,que se passa na floresta (como na lenda) e a continuação, onde sua filha é sequestrada pelo Slender Man, e você tem que procurar por ela em um hospício,mas o Slender Man vai estar por lá também.Ambos são em primeira pessoa.E sua unica "arma" é uma lanterna, que vive falhando.
O que se passa na floresta é bem mais assustador que o do hospício,mas tem pessoas que discordam.
Os jogos só estão disponíveis para download, então vou passar o link pra vocês:
Link 1:    Jogo Slender Man- Floresta      ou   Link 2: Jogo Slender Man- Floresta
Link 3:    Jogo Slender Man- Sanatorium
Os controles do jogo são simples. W  para frente; D  para a direita; A  para a esquerda e S para trás.
Dicas básicas pra você não morrer tão rápido: Não fique parado por muito tempo, se ver o Slender Man simplesmente vá para o lado oposto, leia as pistas antes de pega-las (depois não dá pra vê-las) e não fique encarando o Slender Man.Ah! NUNCA olhe para trás e NUNCA ande de costas.
E se você perder o jogo, imediatamente coloque seu computador no mudo, vai por mim...
Acho melhor não postar fotos do jogo para vocês não ficarem com medo...
Pra quem for jogar: Boa sorte!


Slender Man- A lenda





Você provavelmente já ouviu falar de um tal de Slender Man, certo? Se não, vai ficar sabendo quem é a partir de agora.
Slender Man, ou Homem Esguio, é descrito vestindo um terno preto,sem rosto e como o nome já diz, é muito magro e é capaz de esticar seus corpo (tipo o carinha do quarteto fantástico ) a fim de assustar suas vitimas. 
Quando seus braços estão estendidos, as vitimas são colocadas em uma especie de estado hipnótico, onde ficam ficam totalmente impotentes.
Não se sabe muita coisa sobre sua origem, só se sabe que ele tem a necessidade de raptar crianças,e é visto bem antes do desaparecimento de varias.
Nas lendas, ele parece preferir lugares com névoas e áreas arborizadas, como uma forma de camuflagem.
As crianças têm sonhos/pesadelos com o Slender Man antes de desaparecerem. Contar as histórias para os pais leva ao que eles sempre dizem "Que imaginação fértil!". Além de crianças, adultos já relataram terem visto a criatura.
Ele aparece principalmente durante à noite, e quase sempre em florestas. Ele também tem sido relatado espreitando-se para dentro de janelas abertas e passando na frente de motoristas solitários em estradas desertas.


O Slender Man já foi avistado no Japão, na Noruega, nos EUA, entre outros.
Uma das versões mais conhecidas da lenda é essa:
Um garoto, do Canadá, morava com seus pais, em uma casa perto de uma floresta. Como ele era muito sozinho, ele ia brincar nessa floresta.
Mas, alguns desaparecimentos começaram a acontecer ali, ninguém sabia quem estava sequestrando as pessoas.Então, os pais do menino o proibiram de voltar naquela floresta, pois era perigoso. Mas o menino não aceitou isso muito bem.
Então, certa noite, o menino fugiu de casa para ir brincar na floresta, e naquela mesma noite, foi sequestrado e assassinado pelo famoso Slender Man. Mas ninguém nunca saberia quem era o assassino/sequestrador...










quarta-feira, 25 de julho de 2012

A noite em que a vida me deixou


Era uma noite fria e chuvosa,e eu corria pelas ruas da cidade,fugindo dele.
Ele queria me matar,não tinha duvida.
Bom,não se deve ter duvidas quanto a isso,depois que tentam arrancar sua cabeça.
Corri até o condomínio de casas,que estava em construção.Entrei em uma das casa,e me agachei em um canto.Eu estava aparentemente sozinha ali.
A chuva ficou mais forte,com raios e trovões e ventos fortes.Por sorte esta casa já tinha um telhado descente.Ela já tinha portas e janelas,só faltavam os pisos e as tintas nas paredes.
Ouvi alguém se aproximar da porta,e então prendi minha respiração o Maximo que consegui.
Era ele.Pude sentir o cheiro podre que ele emitia.
-Eu sei que você esta ai dentro.Não pode fugir de mim Liz.-disse abrindo a porta da casa.
Me levantei,tentando não fazer barulho,e fui até o outro cômodo da casa,e fiquei imóvel em um canto,e de lá eu ainda podia vê-lo parado na porta.
Ele olhava para dentro,forçando os olhos para tentar enxergar na escuridão.
-Estou te vendo.-disse olhando para onde eu estava.
Meu coração quase pulou para fora do peito neste momento.
Mas ai,eu me lembrei de uma coisa.
-Você não pode entrar aqui se não for convidado!-disse,voltando para onde estava antes.
-Tem razão.Mas,tem um porem.-ele sorriu.-Não preciso de convite,se a casa não tem dono.
Ao terminar de dizer isso,ele entrou na casa,rindo.
-E agora você corre,eu vou atrás,você se esconde,eu te acho,você me bate,e eu te mato.Vai lá,corra.-disse ainda rindo.
E correr era a única coisa que eu podia fazer agora.Então corri para os fundos da casa,e antes de ele chegar,vi que ali tinha um porta,de fácil acesso.Quando ele se aproximasse,era só eu correr novamente,e sair de lá.
-Agora você devia se esconder.Não é sempre assim que acontece?
-Comigo vai ser diferente.Você é que vai morrer no final.
Ele gargalhou,e depois se aproximou de mim.
-Você sabe tão bem quanto eu,que você é quem vai morrer.Porque eu sou mais forte e mais rápido.
-Mas não é o mais esperto.
-Como?!
Corri até a porta,e sai da casa.Sai do condomínio,e voltei a correr como uma louca pela cidade.
Cheguei até um ponto que parecia seguro.
-Achou mesmo que ia fugir?!-perguntou parando na minha frente.
-Como você chegou aqui?!
-Eu te disse.Sou mais e mais rápido que você.E mais esperto também.Você não tinha estudado vampiros não?
-Sim.Quando descobri o que você era.Tinha que ter certeza.
-Pois é...Pena que você descobriu.Se não soubesse desse meu segredo,eu não teria que te matar agora.
Meu coração estava a 1000 por segundo,e eu não sabia o que fazer.Não adianta correr.
-Mas,eu tenho uma pergunta antes de te matar: Como me descobriu?
-Você levava pessoas pra sua casa,e elas nunca saiam e você nunca sai durante dia.
-Hum...Claro.Dai você decidiu investigar minha vida,e descobriu meus 600 anos?
-650 anos.
-Ah,me da um desconto!Nem sou tão feio assim!
-Mas fede como uma múmia.
-Nossa,assim você me magoa!Primeiro me chama de velho,e depois de fedido!Não vai fazer muita falta.
-Um dia as pessoas vão descobrir sobre você.E o que você vai fazer quando esse dia chegar?
-Se alguém for burro o suficiente para me enfrentar,como você fez,vai estar morto antes de poder dizer “vampiro”.
-Você tem medo.
-De que exatamente querida?
-Medo de que te matem!Por isso mata todos que te descobrem!
-Não.Eu não tenho medo.Eu tenho fome.Uma fome que nenhum humano faz ideia de como é!E você vai satisfazer minha fome.
Ele se aproximou de mim,e num instante suas presas fincaram meu pescoço e sugaram meu sangue.Minha vida.
Em questão de minutos,minhas forças sumiram,junto com meus sentidos.
Minha ultima lembrança foi de mim mesma caindo,quase totalmente morta,e ele indo embora.E aquela foi a ultima noite de minha vida.A noite em que meus pesadelos se confirmaram.A noite em que a vida me deixou.

domingo, 22 de julho de 2012

Let's play!

Não tem mais o que fazer? Pois bem,vou te salvar do tédio. Esses dias,navegando pelo fantástico mundo do Google,achei um site bem interessante,repleto de jogos de terror.Os jogos vão de mortos vivos a realização de autópsias.Mas se você não quiser jogar,por medo ou nojo (sei lá né,vai saber),você pode jogar os jogos da Barbie,que estão no menu do site.
O nome do site? "Jogos de Terror". Bem original né?!
O link do site é este aqui:  http://www.jogosdeterror.org/
A maior parte dos jogos é de Zumbis,alguns são legais,outros nem tanto.Mesmo porque zumbis, já estão ficando sem graça.
E alguns dos jogos sem Zumbis não tem gráficos muito bons,mas são "jogaveis".
Eu selecionei alguns(lê-se:selecionei os que tem um titulo legal e tentei jogar),e fiz uma listinha pra vocês:
1. Prisioneiro dos jogos mortais. Quem nunca viu pelo menos um pedacinho de algum dos filmes "Jogos mortais" que atire a primeira pedra. Se você é fã deles,ou não,agora vai poder fazer parte dele. Escape e sobreviva.(http://www.jogosdeterror.org/terror/prisioneiro-dos-jogos-mortais/)

2.Autópsia de Amy. A cantora Amy morreu,e disso todo mundo já sabe.Ceeerto? Então, que tal estudar a causa da morte? Eu sei,eu sei.A causa da morte dela é obvia,e todos sabem.Maaaaaaas,aposto que não foi você quem fez a autopsia no corpo sem vida da cantora né?! Então,esta afim de examinar e ver com seus próprios olhos??? 

O que o Jigsaw faz nesse jogo?!Alguém me explica?!


3.Guerreiro Zumbi. Ok.Lá em cima eu disse que zumbis estão ficando chatos.Mas isso era quando eles eram burros e não faziam nada.Nesse jogo,o zumbi dá uma de Jason e sai matando as pessoas em um hospital com uma serra elétrica.E conforme você vai jogando,as armas mudam.Até agora,de todos os que eu testei no site,esse foi o mais viciante.
Um trabalhador extremamente distraído...O que acontece com ele crianças?

Ele morre capitão!


Nem o velhinho escapa,coitado.

O que é pior: o cara estar partido ao meio,ou a cueca com uma carinha feliz?


O zumbi tem uma arma,e a enfermeira tem garrafas...Como assim?!

Bom,é jogo demais.Eu escolhi estes três,entre os trilhares que joguei hoje.Vejam vocês a lista eterna de jogos,e escolham seus favoritos.
Espero que tenham gostado,e que isso tenha tirado vocês do tédio (por alguns minutos).
Tenham uma horrível noite,tenham pesadelos com o Freddy,carregue sua arma com balas de prata,separe suas melhores estacas e machados,e fiquem vivos até amanhã.






quinta-feira, 8 de março de 2012

Especial: Exorcismos (parte 2.final)

Como é feito um exorcismo?

Em 1999, o Vaticano emitiu um ritual de exorcismo revisado para ser usado pelos padres católicos. As diretrizes para conduzir um exorcismo compreendem uma única seção no Ritual Romano (Rituale Romanum), um dos livros que descrevem os ritos oficiais da Igreja Católica.  Até então, o ritual oficial de exorcismo que era seguido tinha sido emitido em 1614. 
Para realizar o ritual, o exorcista deve vestir sua sobrepeliz e a estola roxa. O ritual é constituído principalmente de uma série de orações, declarações e apelos. Tais orações são encontradas na "fórmula da súplica", na qual o padre pede a Deus para livrar o paciente do demônio: 
- Deus, cuja natureza é sempre de misericórdia e perdão, aceite nossa oração para que este Vosso criado, amarrado pelos grilhões do pecado, possa ser perdoado por Vossa amorosa benevolência.
 Depois segue-se a "fórmula imperativa", na qual o padre exige, em nome de Deus, que o demônio deixe o corpo do paciente: 
- Saia, ímpio, saia, amaldiçoado, saia com todos os seus enganos, por Deus que quis que o homem fosse ser Seu templo. 
Além das fórmulas citadas o padre borrifa água benta em todos na sala, coloca suas mãos no paciente, faz o sinal da cruz tanto em si como no paciente e toca o possuido com uma relíquia católica (geralmente um objeto associado a um santo).

Malachi Martin, um ex-padre jesuíta e autoproclamado exorcista, oferece informação extra sobre o assunto, mas tal informação não é endossada pela Igreja. Figura controversa no mundo católico, Martin revela no livro "Refém do Demônio" o que considera serem os estágios típicos de um exorcismo: 
1. Presunção - o demônio esconde sua verdadeira identidade 
2. Ponto fraco - o demônio se revela 
3. Conflito - o exorcista e o demônio lutam pela alma do possuído 
4. Expulsão - o exorcista ganha a batalha e o demônio deixa o corpo do possuído 
"Refém do Demônio" causou polêmica na Igreja Católica. O livro detalha exorcismos reais que Martin afirma ter realizado, auxiliado ou testemunhado. Os rituais descritos por Martin estão no nível de "O Exorcista" em termos de ação e violência. Foi muito criticado pelos católicos, que acham que Martin fez sensacionalismo e, portanto, subestimou o poder do demônio. Mas se as cenas intensas de Martin não parecem verdadeiras para a Igreja e seus seguidores, como seria um exorcismo real? Fica a dúvida

ANNELIESE MICHEL

Anneliese Michel (Leiblfing, 21 de setembro de 1952  Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) foi uma jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por uma legião de demônios, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e 1976. O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes O Exorcismo de Emily Rose, dirigido pelo cineasta estadunidense Scott Derrickson, e Requiem, dirigido pelo polêmico cineasta alemão Hans-Christian Schmid.
Anneliese experimentou o que é reconhecido por profissionais médicos como graves distúrbios psiquiátricos a partir dos 16 anos de idade até sua morte, aos 23 anos, de desnutrição secundária à doença mental. Depois de vários anos de tratamento psiquiátrico ineficaz, ela se recusou ao tratamento médico e solicitou um exorcismo. As graves conseqüências atribuídas ao ritual de exorcismo sobre a jovem motivaram a abertura de um processo criminal pelos promotores de justiça locais contra os pais de Anneliese e os padres exorcistas, causando uma grande polêmica em toda a Europa e dividindo a opinião pública mundial. Ambos os padres que realizaram o exorcismo e os pais de Michel foram condenados por homicídio negligente porque não procuraram tratamento médico.

Infância

Anneliese Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi criada com as suas três irmãs no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais, Anna e Josef Michel, muito religiosos, lhe deram uma educação profundamente católica. O pai de Anneliese mantinha a família trabalhando em uma serraria. Quando tinha dezesseis anos, Anneliese sofreu uma grave convulsão e foi diagnosticada com epilepsia. Logo, ela também começou a alucinar enquanto rezava. Em 1973, ela sofria de depressão e começou a ouvir vozes dizendo que diziam que ela estava "condenada"e que iria "apodrecer no inferno".
Em 1973, Anneliese estava sofrendo de depressão e considerando o suicídio. O seu comportamento tornou-se cada vez mais bizarro. Ela andava nua pela casa, fazia suas necessidades em qualquer lugar, rasgava suas roupas, comia insetos como moscas e aranhas, carvão e chegou a lamber sua própria urina.

Tratamento psiquiátrico

Depois de ser admitida em um hospital psiquiátrico a saúde de Anneliese não melhorou. Além disso, sua depressão começou a se aprofundar. Ela começou a ficar cada vez mais frustrada com a intervenção médica, que não melhorava a sua condição. Em longo termo, o tratamento médico não foi bem sucedido, seu estado, incluindo a sua depressão, agravaram-se com o tempo.
Tendo centrado toda a sua vida em torno da fé católica, Anneliese começou a atribuir sua condição psiquiátrica à possessão demoníaca. Anneliese tornou-se intolerante à lugares e objetos sagrados, como crucifixos, que contribuiu ao que achavam ser possessão demoníaca. Ao longo do curso dos ritos religiosos Anneliese sofreu muito. Foram prescritos a ela medicamentos antipsicóticos, que ela pode ou não ter parado de tomar.
Em junho de 1970, Michel sofreu uma terceira convulsão no hospital psiquiátrico, neste momento foi prescrito pela primeira vez anticonvulsivantes. O nome desta droga não é conhecido e não trouxe alívio imediato aos sintomas de Michel. Ela continuou falando sobre o que ela chamou de "faces do diabo", visto por ela durante vários momentos do dia. Michel ficou convencida de que a medicina convencional era de nenhuma ajuda. Acreditando cada vez mais que sua doença era de um tipo distúrbio espiritual, ela recorreu à Igreja para executar um exorcismo nela. Naquele mesmo mês, lhe foi prescrita uma outra droga, Aolept (pericyazine), que é uma fenotiazina com propriedades gerais semelhantes às da clorpromazina: pericyazine é usado no tratamento de psicoses diversas, incluindoesquizofrenia e distúrbios de comportamento.
Em novembro de 1973, Michel iniciou o tratamento com Tegretol (carbamazepina), que é uma droga antiepiléptica . Michel tomou o medicamento com frequência, até pouco antes de sua morte.

Exorcismo e morte

Anneliese fez uma peregrinação a San Damiano com um bom amigo da família, Thea Hein, que regularmente organizava peregrinações para "lugares santos" não reconhecidos oficialmente pela Igreja Católica. Como Anneliese era incapaz de passar por um crucifixo e se recusava beber a água de uma nascente sagrada, seu acompanhante concluiu que ela estava sofrendo de possessão demoníaca. Tanto Anneliese quanto sua família se convenceram de que ela estava realmente possuída e consultaram vários sacerdotes, pedindo um exorcismo. Os sacerdotes se recusaram, recomendaram a continuação do tratamento médico e informaram à família que para a realização de exorcismo era necessária a permissão de um bispo. Eventualmente, em uma cidade próxima, se depararam com vigário Ernst Alt, que, depois de ver Anneliese, declarou que ela não "parecia uma epiléptica" e que ele não a via tendo convulsões. Ele acreditava que a menina estava sofrendo uma possessão demoníaca. Alt pediu ao bispo para permitir um exorcismo. Em setembro de 1975, o bispo Josef Stangl concedeu uma permissão Padre Renz para exorcizar Anneliese de acordo com oRituale Romanum de 1614, mas ordenou total sigilo sobre o caso. Renz realizada a primeira sessão em 24 de setembro.
Uma vez convencidos de sua possessão, Anneliese, seus pais e os exorcistas pararam de procurar tratamento médico e colocoram seu destino nas mãos apenas dos ritos de exorcismo. Sessenta e sete sessões de exorcismo, uma ou duas por semanas, com duração de até quatro horas, foram realizadas durante cerca de 10 meses em 1975 e 1976. Em algum momento, Michel começou a falar cada vez mais sobre a morte para expiar a juventude rebelde do dia e os padres apóstatas da igreja moderna e se recusou a comer. A pedido da própria Anneliese, os médicos não estavam mais sendo consultados.
Em 1 de julho de 1976, Anneliese morreu durante o sono. O relatório da autópsia indicou a causa da morte foi desnutrição e desidratação de quase um ano de semi-inanição, enquanto os ritos de exorcismo eram realizadas.

Julgamento

Logo após o falecimento de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz fizeram o comunicado do óbito às autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações preliminares.
Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese de homicídio causado por negligência médica. O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi indiciado pela promotoria em virtude de sua idade avançada e seu estado de saúde debilitado, vindo a falecer em 1979. Josef Stangl foi quem consagrou bispo o padre Joseph Ratzinger, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI.
O julgamento do processo, que passou a ser denominado como o Caso Klingenberg (em alemão: Fall Klingenberg), iniciou-se em 30 de março de 1978 e despertou grande interesse da opinião pública alemã. Perante o tribunal, os médicos afirmaram que a jovem não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado auxílio médico pelo padre Ernest Alt, teria feito a afirmação à época que não havia medicação eficaz contra a ação de forças demoníacas (cfe. fonte original: "there is no injection against the devil").
Os médicos psiquiatras, que prestaram depoimento, afirmaram que os padres tinham incorrido inadvertidamente em "indução doutrinária" em razão dos ritos, o que havia reforçado o estado psicótico da jovem, e que, se ela tivesse sido encaminhada ao hospital e forçada a se alimentar, o seu falecimento não teria ocorrido.
A defesa judicial dos padres foi feita por advogados contratados pela Igreja. A defesa dos pais de Anneliese argumentou que o exorcismo tinha sido ato lícito e que a Constituição Alemã protege os seus cidadãos no exercício irrestrito de suas crenças religiosas.
A defesa também recorreu ao conteúdo das fitas gravadas durante as sessões de exorcismo, que foram apresentadas ao tribunal de justiça, onde, por diversas vezes, as vozes e os diálogos — muitas vezes perturbadores — dos supostos demônios eram perfeitamente audíveis. Em uma das fitas é possível discernir vozes masculinas de dois supostos demônios discutindo entre si qual deles teria de deixar primeiro o corpo de Anneliese. Ambos os padres demonstraram profunda convicção de que ela estava verdadeiramente possessa e que teria sido finalmente libertada pelo exorcismo, um pouco antes da sua morte.
Ao fim do processo, os pais de Anneliese e os dois padres foram considerados culpados de negligência médica e foi determinada uma sentença de seis meses com liberdade condicional sob fiança.

Exumação

Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial que foi dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário.
Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Várias pessoas chegaram a especular que os exumadores moveram o corpo de Anneliese do antigo sarcófago para o novo, feito de carvalho, segurando-o pelas mãos e pernas, o que seria um indício de que o corpo não estaria na realidade muito decomposto. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido inclusive advertido a não entrar no mortuário.

Alguns vídeos mostram fotos e gravações do exorcismo:


Para aqueles que não querem/tem preguiça de ver os vídeos,aqui vão algumas fotos:

 



Homem morre durante exorcismo:

A criança e sua mãe, que também estava no quarto durante a briga entre Marquez e os policiais, foram hospitalizadas, mas o estado de saúde das duas não foi informado. A mulher não foi presa, mas a polícia considera apresentar queixas criminais contra ela.
Os policiais chegaram na noite de sábado na residência e entraram no prédio quando ouviram gritos vindos de um quarto. "O propósito era libertar os demônios desta pequena criança", afirmou o sargento Joel Tranter.
Uma cama havia sido empurrada contra a porta do cômodo, mas os policiais conseguiram abrir uma fresta e viram Marquez dando choques em sua neta, que estava toda ensangüentada e chorava ofegante.
Dentro do quarto também estava uma mulher de 19 anos, nua e ensangüentada, que a polícia informou mais tarde se tratar da filha de Marquez e mãe da criança. Ela entoava "algo de cunho religioso", segundo o policial Tranter.
Marquez foi algemado após a briga com os policiais, quando o homem parecia estar em estado normal. Entretanto, algum tempo depois ele parou de respirar, não pôde ser reanimado e acabou morrendo no hospital.

Freira é morta durante exorcismo:

A religiosa Maricica Irina Cornici, que morreu num ritual de exorcismo levado a cabo por um padre e quatro freiras num convento cristão ortodoxo, foi enterrada nesta segunda-feira em sua cidade natal de Perieni (Romênia), enquanto a Justiça abriu uma investigação sobre o caso que assustou os romenos.
A jovem de 23 anos, que viveu num orfanato e no claustro do monastério, morreu amordaçada e amarrada com correntes a uma cruz de madeira. Antes, ela passou seis dias sem água e sem comida no monastério Santa Trinidad, em Tanacu, no nordeste do país.
Irina foi seqüestrada no dia 10 de junho pelo padre Daniel Corogeanu, de 29 anos, e quatro freiras. Segundo a Procuradoria, ela teve suas mãos e pernas amarradas, e uma toalha foi colocada em sua boca.
Os médicos comprovaram que a freira morreu no dia 15 de junho, enquanto a porta-voz da polícia, Mihaela Staub, declarou pouco depois que "a morte da vítima foi causada por uma violência física muito grave".
Segundo Corogeanu, Irina estava possuída por demônios e maus espíritos, era violenta, espumava e rejeitava a água benta e, por isso, teve que ser imobilizada.
Em entrevista publicada pelo jornal Evenimentul Zilei de ontem, o sacerdote garantiu que toda a comunidade religiosa de Santa Trinidad decidiu não apelar aos médicos e tentar curá-la com orações.
"Os demônios não podem ser curados com pílulas", disse Corogeanu, que afirmou que toda a comunidade concordava que "se tratava do diabo e não de um distúrbio psíquico". Segundo ele, isso era percebido pelos seus gestos e palavras que Irina gritava e que mostravam a presença demoníaca.
O sacerdote desmentiu a crucificação da freira e garantiu que para imobilizar as mãos dela foi usada apenas uma tábua transversal.
Ele disse ainda que Irina foi amordaçada porque insultou a igreja durante a missa celebrada para sua salvação.
"Choramos por ela, ninguém quis matá-la", declarou. De acordo com Corogeanu, depois que a freira se acalmou, seus membros foram desamarrados, ela recebeu chá e pão e, então, desmaiou e sofreu um infarto.
As freiras e o sacerdote bateram e quase rasgaram o hábito do vigário de Husi, Corneliu Barladeanu, que chegou no último domingo ao monastério para suspender e proibir Corogeanu de celebrar missas até que a Procuradoria concluísse as investigações.
Os policiais que foram proteger Barladeanu também tiveram que enfrentar a agressividade das religiosas que defendiam seu sacerdote e confessor.
Segundo médicos legistas, a morte da jovem foi provocada por uma insuficiência aguda cardio-respiratória, por asfixia mecânica, outros traumas e desidratação, associados a um ataque de esquizofrenia.
"É um ato abominável e uma prática bárbara", disse à imprensa o porta-voz do Patriarcado da Igreja Ortodoxa Romena, Costel Stoica.
Para ele, a morte de Irina não tem "precedentes na história da vida monástica oriental".
Stoica explicou que o exorcismo na prática religiosa ortodoxa é de fato a "oração de São Basílio, o Grande", lida a pedido da pessoa que solicita a ajuda de Deus contra o diabo na igreja ou na casa do crente.
"O exorcismo é praticado em ampla escala nas igrejas da Romênia", disse em declarações à imprensa Razvan Codrescu, redator chefe do jornal Lumea Credintei (Mundo da fé).
Após a queda do comunismo, restou no país apenas uma centena de conventos. Mas segundo destacou Codrescu, a vida monástica renasceu na Romênia e o número dos monastérios e ermidas já passa dos 500 atualmente.
Vários jovens de ambos os sexos vestem o hábito desde muito cedo na Romênia, motivados não só pela vocação religiosa, mas também pela falta do trabalho e pelas dificuldades materiais.
Fonte: Terra.Noticias

O verdadeiro caso do filme “O Exorcista”:

O filme O Exorcista foi inspirado em um caso real, não envolvendo uma garotinha de 12 anos, mas um menino de 13, conhecido por R. Seu comportamento estranho começou em 1949, após a morte de uma tia. Ele começou a ouvir arranhões na parede e objetos voavam pela casa. Cadeiras  e camas se moviam quando o garoto estava nelas. A família desesperada pede ajuda a igreja católica. A primeira tentativa de exorcismo acabou em desastre. Ele rasgou o padre do ombro ao pulso com uma mola da cama. Foram necessários mais de 100 pontos o local. Palavras começaram a surgir em seu corpo e uma delas, Louis, fez a família mudar de volta para Saint Louis, acreditando haver algo lá. Entre em cena um estudioso jesuíta que na época tinha 27 anos, Walter Halloran.Ele estudou na Universidade de Saint Louis e tratou de R. Narrando o caso, ele diz que "o garoto cuspia com precisão e acertava seu corpo a 1,5 metros... Certa vez ví uma marca em seu ombro e parecia a caricatura do demônio. Eu podia ver suas mãos e não era ele que fazia... Ouvimos a voz e ela falou que não ia embora até que uma certa palavra fosse dita.". Na páscoa, uma outra voz tomou o garoto e disse a palavra Dominus. Neste momento ouviu-se um tiro e o garoto ficou curado.
O filme O Exorcista arrecadou $ 260.000.000,00 dramatizando esta história. Até hoje a igreja católica faz exorcismos.

Filmes relacionados a exorcismos

Quando falamos em filmes de exorcismos,qual o primeiro que nos vem a cabeça?! “O Exorcista”,certo?!Mas existem muitos outros filmes desse gênero,alguns muito melhores do que outros,lógico,mas...Aqui vai uma listinha de alguns filmes relacionas a exorcismos:

Madre Joana dos Anjos:

Passado no século XVII, o filme conta a história de um convento com freiras possuídas pelo demônio. Um dos primeiros filmes a tocar no tema do exorcismo, é um clássico do cinema europeu, ganhador do Prêmio de Júri no Festival de Cannes de 1961.

Possuído pelo demônio:

Baseado num relato verídico sancionado pela Igreja Católica por quase meio século e documentado pelo escritor Thomas B. Allen em seu livro "Possessed: The True Story Of An Exorcism". Possuído Pelo Demônio conta a história de Robbie Mannheim. Quando acontecimentos inexplicáveis e aterrorizantes começam a acontecer para Mannheim após a morte de sua tia, a única pessoa que concorda em ajudá-lo é o Padre Bowdern. Ele enfrenta não apenas as forças demoníacas, mas um poderoso Arcebispo com uma lotada agenda política

Constantine:

John Constantine é um experiente ocultista e exorcista, que literalmente chegou ao inferno. Juntamente com Angela Dodson,uma policial cética, ele investiga o misterioso assassinato da irmã gêmea dela, Isabel. As investigações levam a dupla a um mundo sombrio, em que precisam lidar com demônios e anjos malvados

Horror em Amityville:

Em 13 de novembro de 1974 a polícia do condado de Sufolk recebeu uma chamada telefônica que a levou ao endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island. Dentro da casa a polícia encontrou um crime brutal: o assassinato de uma família inteira enquanto dormia. Poucos dias depois, Ronald Defeo Jr. admitiu que usou um rifle para matar os pais e seus 4 irmãos, alegando ter ouvido vozes que vinham de dentro da casa e que o influenciaram a cometer os crimes. Um ano depois George e Kathy se mudam com os filhos para a antiga casa dos Defeo. Não demora muito para que estranhos eventos comecem a acontecer, afetando a vida da família e indicando que uma presença maligna está oculta na casa.

O exorcismo de Emily Rose:

Emily Rose é uma jovem que deixou sua casa em uma região rural para cursar a faculdade. Um dia, sozinha em seu quarto no alojamento, ela tem uma alucinação assustadora, perdendo a consciência logo em seguida. Como seus surtos ficam cada vez mais frequentes, Emily, que é católica praticante, aceita ser submetida a uma sessão de exorcismo. Quem realiza a sessão é o sacerdote de sua paróquia, o padre Richard Moore.Porém Emily morre durante o exorcismo, o que faz com que o padre seja acusado de assassinato. Erin Bruner,uma advogada famosa, aceita pegar a defesa do padre Moore em troca da garantia de sociedade em uma banca de advocacia. À medida que o processo transcorre o cinismo e o ateísmo de Erin são desafiados pela fé do padre Moore e também pelos eventos inexplicáveis em torno do caso.

Almas perdidas:

O filme conta a história de Casey Beldon, uma jovem de 19 anos que começa a ser assombrada por um dybbuk - espírito malevolente e vagante tradicional da cultura judaica - que foi um menino perseguido no campo de concentração de Auschwitz na Segunda Guerra Mundial. Seu namorado Mark Hardigan e a melhor amiga Romy ajudam Casey da forma que podem, mas ela é obrigada a procurar a ajuda do rabino Sendak, especializado em casos espirituais, para conseguir se livrar do tormento.
Para quem não gosta dessa questão religiosa, o filme é péssimo. Para quem se interessa, é ótimo, pois irá abordar o exorcismo do ponto de vista judaico, algo pouco abordado na nossa sociedade.

Exorcismus- A possessão:

Emma Evans não tem boa relação com seus pais que, para ela, são autoritários e vivem a oprimindo. Em busca de sua identidade, a jovem decide libertar seus desejos mais profundos e, assim, desencadeia forças poderosas e malignas das quais perde o controle. Todo esse horror resultado das ações de Emma atormenta a sua família e ela descobre que tem coisas que é melhor não desejar.

Devorador de pecados:

O monge Alex Bernier é um integrante da ordem religiosa dos carolíngios. Quando o líder da ordem morre, Alex é enviado a Roma para investigar as estranhas circunstâncias de seu óbito. O corpo do religioso apresenta estranhas marcas no peito que indicam a ação de um devorador de pecados, um praticante de um ritual pagão no qual alguém, por pagamento, literalmente "come" os pecados de outra pessoa e garante sua salvação. Alex pede a ajuda de um colega, o padre Thomas, e os dois vão em busca de Mara, uma artista vítima de uma possessão demoníaca e em quem Thomas fez um exorcismo.

O ritual:

 

Michael Kovak é um seminarista cético e decidido a abandonar seu caminho na igreja, mas seu superior o orienta a passar um período no Vaticano para estudar rituais de exorcismo. Uma vez lá, suas dúvidas e questionamentos só aumentam na medida em que seu contato com o padre Lucas (Anthony Hopkins), um famoso jesuíta exorcista, o apresenta ao lado mais obscuro da igreja. Ao conhecer a jornalista Angeline (Alice Braga), que investiga as atividades do religioso, suas reflexões sobre a crença no diabo e em Deus não param de crescer.

Caça as bruxas:

Behmen lutou por vários anos nas Cruzadas, perdeu batalhas, amigos e também a fé. Ao desistir de ajudar a Igreja em sua luta pelo poder, ele só encontra devastação, fome e a peste negra. Ao lado de seu fiel escudeiro Felton,ele torna-se inimigo dos governantes, mas acaba recebendo uma missão que pode liquidar seus débitos: levar uma jovem, suspeita de ser uma bruxa, para um monastério distante. Mas o caminho será bastante tortuoso e mesmo antes de chegar ao destino, eles descobrirão que estão diante de forças sobrenaturais e que o mal está além de toda e qualquer compreensão.

O ultimo exorcismo:

Numa fazenda no estado de Louisiana, nos Estados Unidos, Louis Sweetzer acredita que sua filha Nell está possuída por um demônio. Ele chama o reverendo Cotton Marcus,com dezenas de exorcismos realizados, para salvar a jovem. Marcus decide filmar para um documentário este que será seu último exorcismo, mas o que encontra no local é diferente de tudo que já tinha visto antes.

A filha do mal:
Em 1989, os atendentes da emergência recebem uma ligação pelo 9-1-1 de Maria Rossi confessando que havia matado brutalmente três pessoas. 20 anos mais tarde, sua filha Isabella tenta compreender a verdade sobre o que aconteceu naquela noite. Ela viaja até o Hospital Centrino para Criminosos Insanos na Itália, onde sua mãe foi detida, para determinar se ela é doente mental ou se está possuída pelo demônio. Quando ela recruta dois jovens exorcistas  para curarem sua mãe usando métodos não convencionais que combinam ciência e religião, eles se deparam com o mais puro mal, na forma de quatro poderosos demônios que possuem Maria.
Muitos foram possuídos por um; somente uma foi possuída por muitos.

E não podia de deixar de fora o clássico: O Exorcista:

Em Georgetown, Washington, uma atriz vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de doze anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre, que também um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.