quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fantasmas


Fantasma, na crença popular, é a alma ou espírito de uma pessoa ou animal falecido que pode aparecer para os vivos de maneira visível ou através de outras formas de manifestação. Descrições de aparições de fantasmas variam no modo como estes se manifestam. A tentativa deliberada de contactar o espírito de uma pessoa morta é conhecida como necromancia, ou séance no espiritismo.
A crença em manifestações espirituais dos mortos é comum, datando do animismo ou veneração dos mortos em culturas pré-históricas. Determinadas práticas religiosas—ritos funerários, exorcismos, e alguns costumes do espiritualismo e da magia—são especificamente designadas para agradar os espíritos dos mortos. Fantasmas são geralmente descritos como essências solitárias que assombram um local, objeto ou pessoa em particular a qual estiveram ligados em vida, embora histórias a respeito de exércitos, trens, navios e até mesmo animais e números fantasmas tenham sido relatadas.
Informações complementares

 Fantasmas e a vida após a morte

Apesar da alma humana ser ocasionalmente descrita simbólica ou literalmente em culturas antigas na forma de um pássaro ou outro animal, acreditava-se amplamente que a alma era uma reprodução exata do corpo em cada detalhe, mesmo em relação à roupa usada pela pessoa. Isto é demonstrado em obras de arte de várias culturas antigas, incluindo o Livro dos Mortos egípcio, que mostra os mortos no além com a mesma aparência que tinham quando vivos, incluindo o estilo de suas vestimentas.

Características comuns

 

Outra crença comum a respeito de fantasmas é que eles seriam formados por um material enevoado, etéreo ou que escapa ao tato. Antropologistas ligam esta idéia à crença primitiva de que fantasmas eram a pessoa dentro da pessoa (ou seja, seu espírito), que aparecia de forma mais recorrente em culturas antigas na forma da respiração de um indivíduo, cuja expiração em climas frios é claramente discernível na forma de uma névoa branca. Esta crença pode ter estimulado também o significado metafórico de "respirar" em determinados idiomas, como o spiritus em latim e o pneuma em grego que, por analogia, estendia-se à alusão da alma. Já na Bíblia, Deus é descrito dando vida à Adão com um sopro.
Em muitos relatos tradicionais, fantasmas são frequentemente vistos como pessoas mortas procurando por vingança, ou imprisionadas na Terra por atos ruins que praticaram durante a vida. A aparição de um fantasma era considerada o presságio da morte, assim como avistar o próprio fantasma ou "dopel".
Há vários relatos acerca da aparição de "damas de branco" em regiões rurais, que supostamente morreram de forma trágica ou sofreram alguma espécie de trauma durante a vida. Lendas de "damas de branco" são recorrentes em diversas culturas, e um denominador comum é o tema da perda ou traição de um marido ou noivo. Elas são frequentemente associadas a uma linhagem familiar específica, sendo portadoras da morte. Similar à Banshee, avistar um desses fantasmas é sinal de que alguém na família morrerá.
Lendas a respeito de navios fantasmas circulam desde o século XVIII, a mais notável delas sendo a do Holandês Voador. Este tema foi popularizado na literatura pelo poema The Rime of the Ancient Mariner, de Coleridge.

Localidade
O local onde fantasmas são avistados é descrito como assombrado, e frequentemente considerado como sendo a moradia de espíritos que podem ter sido antigos moradores ou relacionados de alguma forma àquela propriedade. A atividade sobrenatural no interior de residências é associada principalmente a eventos violentos ou trágicos ocorridos nestas, como assassinato, morte acidental ou suicídio. Mas nem todos os locais assombrados foram cenário de uma morte violenta, ou mesmo de atos de violência. Muitas culturas e religiões acreditam que a essência de um ser, como a "alma", continua a existir após a morte. Algumas concepções filosóficas e religiosas sustentam que os "espíritos" daqueles que morreram não vão "embora", mas permanecem presos dentro da propriedade onde suas memórias e energia ainda são fortes.

 Antiguidade

A imagem de um submundo onde os mortos moravam era comum no Antigo Oriente, sendo expressa no hebraico bíblico pelo termo tsalmaveth (literalmente "sombra-morte"). No Antigo Testamento, a Bruxa de Endor aparece durante o Segundo Livro de Samuel para conjurar o espírito ('owb)[ de Samuel.

Mesopotâmia

Há várias referências a fantasmas em religiões mesopotâmicas, mais especificamente nas religiões da Suméria, Babilônia, Assíria e em outros estados iniciais da Mesopotâmia. Traços de tais crenças permaneceram nas religiões abraâmicas posteriores que dominaram a região. Acreditava-se que os fantasmas eram criados no momento da morte, levando consigo a memória e a personalidade da pessoa falecida. Eles viajavam para um mundo subterrâneo, onde assumiam uma determinada posição e levavam uma existência similar em alguns aspectos àquela do vivo. Esperava-se que familiares dos mortos fizessem oferendas de alimentos e bebidas em prol destes; caso não o fizessem, os fantasmas infligiram aos vivos má sorte e doenças. Costumes medicinais tradicionais atribuíam uma variedade de doenças à ação de fantasmas, enquanto outras seriam causadas por deuses ou demônios.

 Era moderna da cultura ocidental

 Espiritualismo

O espiritualismo é uma religião ou sistema monoteísta que postula a crença em Deus, com uma visão particular a respeito de almas que residem em um mundo espiritual e podem ser contactadas através de "médiuns", que podem assim fornecer informações sobre o pós-vida.
O espiritualismo desenvolveu-se nos Estados Unidos e atingiu o auge de seguidores entre as décadas de 1840 e 1920, especialmente em países falantes de inglês. A religião floresceu por meio século sem textos canônicos ou organização formal, mantendo sua coesão através de períodicos, palestras, encontros e atividades missionárias de médiuns. Atualmente, é praticado principalmente em Igrejas Espiritualistas espalhadas pelos Estados Unidos e Reino Unido.

Espiritismo

O espiritismo é baseado nos cinco livros da Codificação Espírita escritos pelo educador francês Hypolite Léon Denizard Rivail sob o pseudônimo Allan Kardec, divulgando os fênomenos que ele observou e atribuíu à inteligência incorpórea (espíritos). Sua hipótese de comunicação com espíritos foi reconhecida por muitos de seus contemporâneos, entre eles vários cientistas e filósofos que compareceram a sessões e estudaram o fenômeno. Seu trabalho foi posteriormente expandido por autores como Leon Denis, Arthur Conan Doyle, Camille Flammarion, Ernesto Bozzano, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Waldo Vieira e Johannes Greber, entre outros.
O espiritismo possui adeptos em vários países, como Espanha, Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Argentina, Portugal e especialmente Brasil, que tem a maior proporção e número de seguidores.

 Ceticismo científico
Joe Nickell, do Committee for Skeptical Inquiry, escreveu que não existe evidência científica crível de que qualquer localidade foi habitada por espíritos de mortos. Presenciar fantasmas seria consequência das limitações perceptivas humanas e explicações físicas comuns, como por exemplo a mudança na pressão atmosférica em algumas casas que fazem com que as portas batam, ou as luzes de um carro refletidas através de uma janela durante a noite. A pareidolia seria também outra razão que, segundo os céticos, levam pessoas a acreditarem que viram fantasmas. Relatos de fantasmas vistos "pelo canto do olho" podem ser relacionados à sensibilidade da visão periférica humana. De acordo com Nickell, a visão periférica pode ser facilmente enganada, especialmente tarde da noite, quando o cérebro está cansado e mais propenso a interpretar de maneira equivocada sons e visões.
Alguns pesquisadores, como Michael Persinger da Laurentian University, no Canadá, especularam que as mudanças nos campos geomagnéticos (provocadas pela pressão do núcleo terrestre ou por atividade solar) podem estimular os lobos temporais do cérebro e produzir muitas das experiências associadas a fantasmas.Acredita-se que o som seja outra causa de supostas aparições. Richard Lord e Richard Wiseman concluíram que o infrassom pode fazer com que humanos isolados em um cômodo experimentem sentimentos estranhos, como ansiedade, tristeza, sensação de estar sendo vigiado e até mesmo calafrios. Desde 1921 especula-se que o envenamento por monóxido de carbono, que provoca mudanças de percepção nos sistemas visuais e auditivos, pode ser uma possível explicação para casas assombradas.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fantasma

dominio

A vontade de se ter algo que não faz parte da sua vida, por muito desejo ou simplesmente ganância já levou milhares de pessoas à loucura extrema.

O balançar dos cabelos médios, castanhos e com luzes louras aumentava conforme Daniela apertava seus passos nos corredores de uma grande empresa localizada na cidade de São Paulo. Estava aflita e apressada para a apresentação da primeira fase de um grande projeto imobiliário.
Daniela, uma mulher de meia idade, executiva de alto padrão e rodeada de luxos, conhecida por todos por sua ambição e a vontade de querer sempre mais, nunca perdeu um bom negócio e a cada nova conquista mais poderosa se tornava.
Já na sala de reuniões com mais meia dúzia de homens barrigudos, semi-carecas, com trajes sociais, do tipo que aspiram dinheiro, Daniela seduzia por sua inteligência e certa arrogância indomável nas palavras, sua voz marcante ecoava por entre os executivos, dando um tom hipnótico na apresentação, dificilmente alguém negaria algo a aquela bela mulher.
A reunião logo terminou, um tom sombrio e misterioso pairava sobre a sala, a primeira fase da reunião não foi bem sucedida, Daniela pela primeira vez em sua brilhante carreira deslizou nas próprias palavras e deixou vários dos executivos em dúvida quanto ao fechamento do negócio. Uma nova reunião foi marcada para dali a um mês.
Daniela parecia não acreditar no que estava acontecendo, o que há horas atrás era pura confiança se transformou em decepção e vontade de vingança. Nunca ninguém havia posto à prova seus projetos de venda, tão pouco meia dúzia de senhores à beira da morte.
A decepção foi tanta, que Daniela passou o dia a resmungar pelos cantos da empresa. Ninguém se atreveu ao menos a olhá-la nos olhos, tão pouco trocar palavras.
A única amiga de Daniela era a enfermeira da empresa, uma senhora com mais de cinqüenta anos. De poucos amigos, assim como Daniela, a enfermeira Norberta parecia sempre esconder um segredo, seu semblante era castigado pelo tempo, com fortes marcas de expressão e manchas envelhecidas e o mais assustador: a falta do olho direito, enquanto o esquerdo reluzia um tom de azul penetrante.
Daniela passou boa parte da tarde conversando com Norberta, já era quase noite, praticamente todos da empresa já tinham ido embora foi quando o assunto entre as duas começou a ganhar corpo e com o passar das horas Daniela se interessava mais pelo que vinha da boca grande e com mau hálito da enfermeira.
Norberta foi seduzindo Daniela, ao ponto de chegar a sua fraqueza: a busca pelo poder. Dos fundos de um armário velho, escondido atrás de umas caixas com seringas e agulhas, Norberta retirou um pequeno caderno empoeirado e com folhas envelhecidas, sem comentar nada entregou nas mãos de Daniela e nada mais disse. Recolheu seu casado de lã desbotado, despediu-se de Daniela com um olhar profundo, transmitindo um sentimento sombrio.
Daniela escondeu o caderno em sua bola e seguiu com passos curtos e rápidos para o estacionamento.
No caminho para casa, enquanto dirigia, não conseguia esquecer as palavras de Norberta, ao mesmo tempo em que se contorcia de curiosidade para conhecer o conteúdo do velho caderno.
Daniela era separada e morava com sua mãe e filho. Dona Marilda uma doce senhora de 75 anos, que mesmo com a idade avançada cuidava da casa com delicadeza e perfeição nunca aprovou que sua filha fosse uma pessoa tão ambiciosa e poderosa. O pequeno Pedro Henrique de seis anos é fruto de uma relação passageira de Daniela com um executivo alemão, em uma passagem a negócios pelo Brasil.
Ao longe já se poderia escutar o carro acelerado de Daniela adentrando a rua de sua casa, localizada num luxuoso condomínio fechado.
Sem muitas palavras e com rosto aflito, Daniela logo estacionou, recolheu suas pastas no carro e seguiu rapidamente para seu quarto, aflita para descarregar suas energias e ler o conteúdo do caderno misterioso de Norberta.
Dona Marilda estava com o jantar pronto na mesa. Pedro Henrique já havia comido, mas esperava pela mãe. Daniela se quer cumprimentou sua mãe ou olho para seu filho. Os olhos de Marilda encheram-se de lágrimas, pois sabia que algum problema grave assolava Daniela. Pedro Henrique não notou toda esta movimentação e logo dormiu.
Durante a noite, quando o silêncio fúnebre cobria todas as casas do condomínio, Daniela iniciou sua leitura do pequeno caderno de Norberta. Eram textos antigos, escritos de forma coloquial. Logo no início as palavras do caderno pareciam se formar magicamente diante os olhos de Daniela, uma sensação estranha, mas que ao piscar insistentemente se convenceu de que poderia se tratar de efeitos do sono.
Ainda nas primeiras páginas Daniela notou que se tratava de um livro de magias, assunto que ela sempre ignorou, mas que no fundo sempre acreditou. Mesmo sem perceber passou horas lendo as tais fórmulas mágicas, em certo momento notou que algo estranho acontecia com as palavras do livro, esfregou os olhos e logo viu que tudo estava normal, mas que desta vez uma das páginas parecia ter a resposta para seus tormentos.
Daniela leu atentamente um trecho que dizia: “Aos males que te afligem eu tenho a resposta, para as vontades que se escondem eu tenho a solução, a mim você deve um sacrifício”, logo abaixo desta inscrição uma fórmula com ingredientes e mais palavras afirmava que no final do processo que duraria exatos 30 dias, o consulente teria o que desejasse.
Daniela adormeceu sobre o livro e durante uma noite turbulenta teve alguns flashes de sonhos com o rosto de Norberta, principalmente seu olhar misterioso.
No dia seguinte de volta a empresa e já na sala de Norberta, Daniela demonstrou interesse na magia do caderno, questionou a velha sobre a funcionalidade de tudo aquilo. A enfermeira abriu um sorriso fétido, segurou o braço de Daniela e disse:” - Não duvide de minhas orientações, eu sei o que você quer e você sabe o que eu quero”, neste momento Norberta olhou profundamente para Daniela, que tentou esquivar-se, mas topou o desafio. Na mesma noite Noberta iria até a casa de Daniela e juntas realizaram o ritual.
Naquele dia Daniela, tentou se concentrar no trabalho, mas ficou atormentada, com muitos pensamentos estranhos passando por sua mente.
No início da noite, Norberta já aguardava Daniela na saída da empresa com uma sacola repleta de objetos que Daniela nem se atreveu a questionar.
Durante o trajeto até o condomínio, Norberta permaneceu muda, apenas o seu olho azul refletia as luzes dos outros carros das ruas. Daniela também permaneceu calada e suas mãos demonstravam seu nervosismo.
Após 32 minutos de viagem, as duas chegaram ao seu destino. Daniela educadamente convidou Norberta para entrar, a enfermeira assim o fez e dirigiu-se sozinha para o quarto de Daniela, como se já conhecesse o caminho. Dona Marilda olhou apavorada aquela cena, não sabia do que se tratava e não obteve qualquer explicação de sua filha.
No caminho para o quarto de Daniela, Norberta encontrou com Pedro Henrique, que como uma criança doce e educada de lindos cabelos louros e estalantes olhos azuis a cumprimentou com um sorriso ingênuo. A velha o acariciou e elogiou seus belos olhos, mostrando a ele que o único olho dela também era azul. O garoto se impressionou com o buraco no local do olho direto, mas antes de conseguir tocá-lo sua mãe pediu para que ele fosse dormir.
Norberta adentrou o quarto e rapidamente espalhou os objetos que trouxe em sua sacola. Dentre eles: ervas estranhas, um punhal antigo, velas azuis marinho e o mais impressionante a cabeça de gato cinza de olhos azuis.
Daniela apavorou-se ao ver todos aqueles itens sobre sua cama, mas o desejo em vencer e conquistar o negócio imobiliário foi maior e superou seu medo.
Norberta apenas se apossou de seu caderno enquanto orientava Daniela no ritual macabro. Primeiramente acendeu a vela em seguida espalhou por todo seu quarto, pedaços das ervas e o mais aterrador dos passos foi feito por último: mutilar a cabeça do gato, do centro dos seus miolos retirar uma pequena parte, mastigar e engolir. Durante o ato, Daniela sentiu a consistência gelatinosa e viscosa do cérebro do gato, era uma sensação tão aterradora que quase a fez desistir se não fosse a insistência de Norberta.
O ritual durou quase duas horas, Daniela devorou diversos pedaços do cérebro do felino até se enojar e vomitar sobre seu tapete bege de longos pelos.
Ao final Norberta esboçava um sorriso malicioso e sem que Daniela percebesse deixou um pequeno vidro em cima de seu armário, de forma discreta e que não era perceptível.
No quarto ao lado, Dona Marilda ao saber do que acontecia rezava seu terço e clamava por piedade à sua filha. Como uma grande religiosa nunca aceitou rituais, simpatias ou qualquer coisa parecida.
Pedro Henrique permaneceu dormindo sem nada saber do que acabara de acontecer.
Norberta recolheu os objetos restantes e deixou apenas o punhal, alegando que Daniela poderia precisar dele e que deveria permanecer muito bem guardado.
Ao sair e passar pelo quarto de Dona Marilda, Norberta emitiu um olhar assassino de ódio, como quem desaprovava as orações e a fé da doce senhora.
Daniela estava assustada, mas certa de que fez o melhor para sua carreira e seus projetos.
Os dias foram se passando, Daniela parecia estar totalmente dedicada na segunda fase de seu projeto que seria apresentado dali a alguns dias. Desde o dia do ritual não havia mais falado com Norberta, mas sabia que de alguma forma havia uma ligação estranha entre as duas.
Na casa de Daniela, Dona Marilda, ainda inconformada com o caminho que a filha escolheu, tentava todas as noites rezar para reverter a maldade daqueles atos.
Durante uma tarde levemente nublada, Marilda estava arrumando o quarto de Daniela, quando ao esbarrar no armário da filha derrubou um estranho vidro, não muito maior que um vidro de geleia, contendo um líquido escuro, ao observar contra a luz viu bem no meio um olho azul, conservado, mas levemente apodrecido. O choque foi tão grande que Dona Marilda apenas teve forças para retorná-lo ao local de origem e ir para seu quarto recuperar do susto.
Dona Marilda permaneceu imóvel durante horas, até que chegou a noite, esperava aflita por sua filha, mas acabou adormecendo, era tarde e Daniela ainda não chegara.
Ainda na empresa Daniela, estava misteriosamente furiosa, não sabia ao certo o motivo, mas sentia dentro de si uma raiva incontrolável que a levou ficar algumas horas a mais adiantando alguns projetos.
Algumas horas depois e já próximo das 11 da noite, Daniela chega em casa e pouco quis saber do que se passava, entrou logo em seu quarto, caiu na cama e lá ficou, sua raiva era tanta que estava incapaz de fazer algo.
Por volta das quatro da madrugada, Daniela acorda com fortes dores no braço, estava dormindo de mau jeito, quando virou-se sentiu algo estranho em sua cama, acendeu a luz rapidamente e apavorou-se ao notar que o punhal de Norberta estava em sua cama todo sujo de sangue, que acabou por manchar seus lençóis e roupas.
Sem entender bem do que se tratava Daniela o jogou para longe, em gritos histéricos partiu em direção ao quarto de Pedro Henrique que ainda dormia, pegou o garoto no colo e foi em direção ao quarto de sua mãe, mas chocou-se ao vê-la morta embebida em uma poça de sangue na sua própria cama, em seu peito era perceptível de longe um corte profundo em formato de cruz.
Daniela soltou um grito de horror que perturbou Pedro Henrique, fazendo com o garoto gritar incessantemente, o pavor foi tamanho que vizinhos vieram ajudá-los. Em instantes o condomínio ficou tomado por policiais, investigadores e imprensa. Ninguém, nem mesmo as autoridades entenderam o que aconteceu, um verdadeiro mistério ali nasceu.
Daniela foi interrogada, o pouco que se lembrava era de seu sono perturbado e pesadelos com Norberta, mas nada além disso.
O punhal apreendido pela polícia.
Dias de pânico se fizeram na vida de Daniela e Pedro Henrique, as pessoas os condenavam pela morte de Dona Marilda.
Na empresa as pessoas se afastaram e Norberta havia se demitido, ninguém mais soube do paradeiro da enfermeira desde a morte Dona Marilda.
Daniela estava enlouquecida, mas deveria se portar adequadamente pois o dia seguinte seria a grande apresentação e nada poderia dar errado.
Tudo aconteceu como previsto, Daniela se sobressaiu com seu projeto, foi aplaudida em pé por todos os executivos, finalmente um grande passo na sua vida foi dado, muito dinheiro e prestígio estavam por vir.
Parecendo sádica, Daniela pareceu esquecer da tragédia acontecida com sua mãe e apenas se vangloriava pelos corredores. Para ela era sem dúvida o dia mais feliz de sua vida.
Naquela noite Daniela foi comemorar a conquista junto de mais alguns amigos. Se embebedaram e perto da meia noite Daniela foi para casa junto de um rapaz 10 anos mais novo que ela.
Devido a morte de sua mãe contratou uma babá para tomar conta de Pedro Henrique. Logo que entrou em sua casa dispensou a jovem babá e disse que daquele ponto em diante ela tomaria conta dele.
Daniela e Marcelo foram para o quarto, os dois bêbados ficaram por horas transando, até adormecerem juntos.
Com o clarear dos primeiros raios de sol, Marcelo balança Daniela insistentemente fazendo-a acordar assustada. Ao se olhar viu seu corpo embebido em sangue, sentia aquela viscosidade escorrendo em sua pele e espalhando-se cada vez mais.
Marcelo levantou e se encostou num canto do quarto enquanto Daniela se debatia para retirar o liquido vermelho de seu corpo quando encontrou embaixo de seu travesseiro o mesmo punhal deixado por Norberta em seu quarto e que também foi encontrado em sua cama no dia da morte de Dona Marilda, mas o mais assustador foi encontrar um olho azul ensangüentado e ao lado do punhal.
Daniela não teve outra reação a não ser correr para o quarto de Pedro Henrique e ao chegar se deparou com o garoto desfigurado sem o seu olho direito.
Neste momento Marcelo, chegou e não se conteve ao ver aquela cena de horror, afastou-se de Daniela que portava em suas mãos o punhal e o olho de seu filho.
Daniela ficou paralisada até notar algo se movimentando em seu quarto, vagarosamente e sem conseguir pronunciar qualquer palavra viu surgir em sua frente a figura de Norberta segurando o vidro que havia deixado em seu quarto e na parede gotas de sangue formaram a mesma frase que estava no caderno de Norberta: “Aos males que te afligem eu tenho a resposta, para as vontades que se escondem eu tenho a solução, a mim você deve um sacrifício”
Daniela tentou gritar, mas estava emudecida. Soltou o punhal e o olho de seu filho que foram subitamente capturados por Norberta.
Olhando fixamente para a imagem Norberta, Daniela viu a imagem da velha sorrindo e desaparecendo entre a parede.
Marcelo conseguiu fugir sem ser visto e chamou a polícia.
Daniela foi acusada, julgada e condenada pela morte de sua mãe e seu filho. Perdeu tudo que seu trabalho lhe deu. Na cadeia se matou.
Norberta nunca mais foi vista e o caderno de magias ninguém encontrou.

o assasinato de Jessica

Os lindos fios dos cabelos louros caíam sobre a pia do banheiro enquanto Jéssica os penteava cuidadosamente com sua escova preferida. Sua mãe logo a apressava para ir à escola, como sempre, estava atrasada.
O trânsito da cidade mineira de Boa Vista era muito tranqüilo para uma população de 150 mil habitantes.
Gorete a mãe de Jéssica tinha um temperamento amigável, mas era impaciente quando se tratava de esperar alguém, e como de costume, foi por todo caminho até escola dando sermões em Jéssica por seu atraso rotineiro.
O ano era de 1974 e Jéssica cursava a 8ª série do ensino fundamental, naquele mesmo ano se formaria e sua mãe havia lhe prometido pagar toda a formatura, um presente pelas excelentes notas do ano todo.
O dia de Jéssica e todos os alunos correu normalmente, repleto de lições difíceis, contas absurdas, fórmulas complicadas e muitas risadas com suas amigas. Tudo estaria normal a não ser pela chegada do novo inspetor de alunos, um rapaz de 30 anos que chamou a atenção de diversas garotas e em especial de Jéssica.
Dia após dia, Jéssica passava longos períodos observando Célio trabalhar, sua atenção desde então estava toda focada em um homem.
Jéssica já havia namorado, mas nada que fosse realmente bom para que se tornasse uma relação estável e duradoura.
As amigas de Jéssica já notavam a sua indiferença nas conversas durante a aula e também não gostava mais de passear pelo pátio durante os intervalos.
Pouco a pouco Jéssica foi ficando sozinha, dentro de si uma revolta foi se criando e tinha em mente um único desejo, conquistar o amor de Célio, sem o consentimento de sua mãe ela estava matando aulas e passava longos momentos à procura do Célio.
Jéssica era insistente naquilo que desejava e vagarosamente como uma doce menina foi tendo contato com o inspetor, fruto de noites em claro, viajando em seus pensamentos de adolescente apaixonada.
Meses se passaram e como toda boa escola que se prezasse os comentários nos corredores entre os alunos e também entre os professores logo se espalharam, mas a essa altura Jéssica e Célio já estavam próximos demais para, uma amizade incontrolável os possuía, ainda não havia acontecido nada em especial, mas tudo indicava que não demoraria.
Célio apesar da idade, tinha uma ótima aparência, era belo e isso encantava todas as mulheres com quem ele convivia, mas estranhamente não tinha ninguém e muito menos comentava seus relacionamentos, era uma pessoa fechada e estranha e ao mesmo tempo, atencioso e prestativo.
Já era agosto, as aulas transcorriam normalmente e Jéssica apresentava resultados ruins em suas provas, não era mais uma aluna aplicada, tão pouco uma boa amiga o que resultou em um isolamento de sua vida habitual.
Em setembro a amizade dos dois se tornou algo indestrutível, Célio já havia levado chamadas de seus superiores por deixar muitas vezes o trabalho de lado e dar atenção a Jéssica.
Jéssica por sua vez explicava insistentemente para sua mãe que a queda no rendimento escola era em função das difíceis matérias.
Gorete foi levando a situação de maneira a acreditar em sua filha, mas em seu interior sentia que algo estava errado.
Setembro já dava o ar da graça, em sua primeira semana e em uma tarde chuvosa os alunos foram dispensados mais cedo em função de manutenções na escola. Foi quando Jéssica viu ali um excelente momento para fica com Célio e assim fez.
Durante todo o restante da tarde os dois permaneceram juntos e bem atrás de um monte de carteiras velhas aconteceu o primeiro beijo.
O encontro dos lábios de dois apaixonados e reprimidos pela sociedade e pelas diferenças, ali se fez. Nada estava entre Jéssica e Célio.
Já era novembro e a paixão entre os dois estava cada vez mais forte, se encontravam escondidos quase todos os dias sem levantarem qualquer suspeita, pois Jéssica havia melhorado em suas notas e faltas e Célio não conversava com ela em horário de aula.
O tempo passou de tal maneira a fazer com que Célio sentisse desejos mais íntimos com Jéssica, que todas as vezes recusava e sentia-se de certa forma incomodada com situação, já que ainda era virgem.
Algumas semanas depois, as aulas estavam se encerrando e algo atormentava Jéssica, no próximo ano estaria em uma nova escola e não mais veria Célio com tanta freqüência, e uma decisão estava tomada: Ela iria se entregar ao Célio.
Tudo estava planejado com Célio e aconteceria após um dia de provas quando todos sairiam mais cedo.
O local era um antigo banheiro feminino, há muito tempo desativado devido a escola estar com poucos alunos e não haver necessidade de tantos lugares em funcionamento.
Jéssica teve sorte e a prova estava fácil, logo que concluiu todas as questões se apressou para ficar com Célio até que todos saíssem da escola.
Célio parecia nervoso e inquieto, logo chamando a atenção de Jéssica que o questionou sobre seu comportamento. Com a voz trêmula Célio disse que estava tudo bem e que estava apenas um pouco preocupado para que ninguém os visse.
Enfim, a escola tinha se esvaziado, o último aluno cruzou o portão que logo foi fechado por Célio.
Longe dos olhares de outros funcionários da escola, o casal correu para o banheiro. Célio teve o cuidado de trancar a porta, fato que chamou a atenção de Jéssica, mas que pouco se importou.
O clima entre os dois foi cada vez mais se aflorando, entre abraços e beijos Jéssica sentiu no bolso de Célio um objeto estranho, mas achando ser apenas o molho de chaves, continuou a acariciar seu namorado.
Célio tirou sua camiseta e pressionava Jéssica contra a parede, a menina parecia experiente e se deixava levar pelas atitudes de Célio.
Célio estava bastante excitado com a relação e sem pudor algum foi despindo Jéssica que naquele dia estava com roupas brancas.
Completamente nua Jéssica estava pronta para receber Célio por completo, quando uma série de atitudes bruscas começou a apavorar a garota.
Os dedos grossos e ásperos de Célio invadiam os órgãos genitais de Jéssica, com muita força ele tentava forçar a menina a se deixar levar pelos atos. Jéssica repudiava em certos momentos, mas era fortemente abraçada por Célio, imobilizando-a.
Uma forte dor seguida de ardência fez com que Jéssica gritasse e chorasse, principalmente quando notou que sangue escorria entre suas pernas.
Pedindo incessantemente para que Célio parasse, ela foi calada com os dedos vermelhos e repletos de sangue introduzidos em sua boca, fazendo com que o líquido da vida fosse engolido pela garota seguido de um beijo sádico.
Jéssica estava em pânico e sofria com as fortes dores, até que Célio invadiu seu corpo, uma mistura de prazer medo e agora ameaças estavam presentes naquele velho banheiro.
Célio tirou de seu bolso um canivete que usou como arma de ameaça para que a menina permanecesse calada e atendesse todos seus desejos.
Célio parecia realizado, era um desejo seu abusar de uma virgem e dela extrair liquido da vida para que entre os corpos, além do suor existisse a cor da paixão.
Por trás da personalidade doce e tímida de um simples inspetor, existia um maníaco, que guardava os mais torturantes e terríveis desejos.
Já no chão, deitou sobre a menina, concretizando seu ato de crueldade.
As paredes tinham sangue, assim como o chão, as roupas e os corpos dos dois.
Jéssica tentou reagir e chegou a ferir um olho de Célio, revoltado ele quis se vingar e antecipou o que tinha previsto para o final da relação.
Agarrou Jéssica pelo pescoço com apenas uma das mãos, enquanto com a outra segurava o canivete e cortava os lábios dela.
Ainda não satisfeito, ordenou que Jéssica pusesse a língua para fora e num golpe rápido arrancou a ponta. Jéssica ficou estática, e em choque mal podia gritar.
Seus sussurros de nada adiantavam e sendo empurrada para uma cabine junto a um vaso sanitário e sua única reação foi apertar compulsivamente a descarga, infelizmente em vão, pois no momento ninguém que estava por lá conseguiu ouvir, pois a distância era grande, tentou três vezes mesmo possuída por Célio.
Já fraca e sem reação desistiu de lutar pela vida, Célio decidiu acabar com tudo rapidamente. Agarrou a cabeça de Jéssica golpeando-a fortemente na beirada do vaso sanitário.
Jéssica desmaiou tamanha foi a força dos golpes que parte da louça do vaso se partiu.
Célio com seu canivete cortou a garganta de Jéssica, que inerte morreu pouco tempo depois.
Célio tratou de se livrar de marcas e provas, fugiu agilmente pulando o muro da escola.
O corpo de Jéssica ficou no mesmo local até segunda feira, quando algumas faxineiras notaram o estranho cheiro vindo do banheiro, pensando ser apenas algum vazamento de esgoto.
Apavoraram-se quando viram a menina morta com um olhar atônito de desespero, morreu sofrendo e sem ter quem a ajudasse.
Logo a mãe de Jéssica foi informada e em prantos acompanhou a remoção do corpo.
O enterro da menina foi marcado por muita dor e emoção.
A polícia procurou em vão pelo paradeiro de Célio, que mais tarde souberam que se tratava de um falso nome, mas sua verdadeira identidade nunca foi descoberta.
Semanas, meses e anos se passaram, em pouco tempo a escola cresceu bastante sendo necessário a reabertura do banheiro onde Jéssica havia morrido, mas algo naquela escola não era mais o mesmo.
Uma nuvem negra parecia que pairava sobre a escola, até que em um dia comum de aula, gritos de meninas foram ouvidos por todo o ambiente. Relatos davam conta de que após apertarem a descarga por umas três vezes uma menina apareceu diante dos seus olhos, completamente ensangüentada e pedindo ajuda.
O incidente aconteceu várias vezes, e somente no banheiro onde Jéssica fora assassinada.
O fato aconteceu apenas com alunas e a história se espalhou de forma assombrosa assim criando a “Loira do Banheiro”. Muitos ainda dizem que seu espírito vaga pedindo ajuda e que o suposto inspetor Célio ainda faz de jovens garotas suas vítimas.

Fantasma vingador

À alguns anos atras,havia um casal que vivia brigando.Certo dia,eles brigaram muito serio,e a mulher decidiu ir embora,deixando seu filho de 8 anos com o marido.
Todos os dias,o garoto perguntava se podia ver a mãe,e o pai sempre respondia que não.Cansado de pedir isso todo santo dia,o menino decidiu esperar até seu aniversário,onde pediria para visita-la,afinal,o pai não poderia lhe negar um  presente.
Chegado o dia de seu aniversario,o garoto comelou a pedir.O pai,que havia bebido muitas cervejas,se iritou com o garoto e mandou que ele ficasse em seu quarto.Alguns minutos depois,o pai ouviu o choro do menino.Ele pegou uma faca na cozinha,e foi ao quarto do garoto.O pai cortou o garoto em pedaços, literalmente.
Naquela mesma noite,enquanto dormia,o pai ouviu gritos vindo do quarto do menino.Achou estranho, pois o garoto estava morto e enterrado no jardim.Foi la ver o  que era,e achou o garoto sentado em sua cama.O pai deu um grito.Mas ja era tarde de mais.
No dia seguinte,seu corpo foi encontrado na frente da casa.Dizem que até hoje,quem visita a casa onde isso ocorreu,pode ouvir os gritos do garoto,e depois de uns dias,também é encontrado morto.O fantasma do garoto também visita a casa das crianças que são mal-tratadas,e mata,violentamente,os pais delas.

terça-feira, 26 de julho de 2011

o vestido

Laura e Marcos estavam noivos há algun tempo, quando em uma noite Marcos(que era caminhonheiro) teve que sair as presas para entregar uma encomenda, da agencia em que trabalhava.
Laura prometeu que iria estar com o vestido vermelho com que estava naquela noite, no dia em que Marcos voltasse.
No dia seguinte, Laura recebe a informação de que seu noivo havia morrido na estrada.
Muito triste, Laura ficou vagando pela estradaz com seu vestido vermelho, quando, um carro desgovernado a atropelou e a matou.
A mãe não tendo outra solução, vendeu o vestido, para um Bre shop.
Passado 6 meses da morte de Laura, o vestido continuava no Bre shop, até que uma moça, viu o vestido e gostou dele. Ela tentou pegar, mas misteriosamente, ela não conseguia nem chegar perto do vestido, e falou para dona:
-Senhora eu não consigo pegar aquele vestido, aquela moça ali não deixa!
-Mas que moça? Ali não tem ninguém-respondeu Rosane, a dona do estabelecimento, que pegou o vestido e deu para a moça- tome va até o provador e vamos ver se ficou bom.
A moça entrou no provador e colocou o vestido, saiu, a dona disse que o vestido ficou bom, e ela comprou.
Chegando em sua casa, a moça que havia comprado o vestido, deitou-se em sua cama e dormiu. Ela sonhou então que sua casa pegava fogo, e acordou assustada. Depois de se acalmar, começou a ouvir vozes que diziam:
-Esse vestido é meu. Devolva-o ou não te deixarei em paz. Devolva o meu vestido sua ladra.
A moça assustada, correu para o Bre shop, e devouveu o vestido.
E até hoje o vestido continua lá, no cabide esperando para ser comprado, mas ninguém fica com ele por mais de uma noite.

a brincadeira do copo


Quatro jovens que cursavam a sétima série de uma escola pública, marcam para irem em uma quarta feria até a bibilioteca onde fariam uma pesquisa para um trabalho sobre rituais religiosos das regiões do Brasil, pedido pela professora de história.
Na quarta feira por volta das três da tarde todos se encontraram na biblioteca e começaram suas anotações e pesquisas. Luíza que era a mais inteligente do grupo encontra um antigo livro sobre rituais religiosos, naquele momento era como ela tivesse encotrado uma jóia, pois a pesquisa estava muito difícil.
Luíza senta-se na mesa com seus colegas e começa a folhar o livro, encanta-se pois ali tinha tudo o que eles precisariam para fazer um trabalho que fosse nota dez.
Os quatro amigos começam a anotar e pesquisar o maior número de informações possível.
Em uma das últimas páginas do livro eles encontraram um ritual chamado Ouija ou simplesmente a Brincadeira do Copo, como todos os jovens daquela idade eles já conheciam o jogo mas nunca tiveram coragem de realizá-lo. Nas páginas dizia que a brincadeira era totalmente saudável e divertida, Luíza desconfia mas fica curiosa pois com aquilo poderia saber mais sobre seu futuro.
Na biblioteca eles concluem a pesquisa e vão para suas casas, mas combinaram de se encontrar novamente a noite na casa de Luíza já que ela estaria sozinha.
Diogo, Pedro e Andressa, os amigos de Luíza, chegam na casa da amiga às 8 da noite, logo entram e já vão para o quarto de Luíza que pesquisava na internet mais algumas coisas sobre rituais religiosos.
Depois da pesquisa estar realizada Pedro lembra eles sobre a brincadeira do copo, todos muito curiosos e anciosos buscam pela internet informações de como realizar o jogo. Pesquisaram por quinze minutos e obtiveram todas as informações necessárias.
Já na cozinha eles haviam montado o tabuleiro e tudo mais que era preciso.
Luíza a mais curiosa começa o jogo, os amigos se assustavam em alguns momentos e se divertiam em outros.
Andressa quis desafiar e perguntou ao possível espírito quando seria a data de sua morte, todos colocaram o dedo no copo e ele começa a se movimentar e misteriosiamente a palavra "mãe" se forma, Andressa fica pensativa e pensa ter sido brincadeira de seus amigos, e ainda com os dedos no copo ele começa a se movimentar novamente e forma a palavra "morte". Andressa fica brava e fala para seus amigos não brincarem com esse tipo de coisa, todos negam e dizem que o copo se movimentou sozinho.
Os amigos começam uma grande discussão, mas desta vez o copo movimenta-se sozinho e novamente forma as palavras "mãe" e "morte", todos se calam e Andressa começa a chorar.

Luíza tenta acalmar a amiga e diz que aquilo tudo era bobagem, mas mesmo assim não se conforma com tal brincadeira.
O telefone toca, Luíza atende, era o irmão de Andressa que parecia estar nervoso e pedia para falar com sua irmã. Luíza passa o telefone para Andressa, os amigos prestam a atenção e notavam que Andressa começava a chorar desesperadoramente e gritava ao telefone ao saber que sua mãe acabara de sofrer um acidente enquanto voltava para casa e naquele momento estava no hospital.
Pedro, Diogo e Luíza se olham e espantam-se com aquilo que o jogo havia escrito. Andressa desliga o telefone e vai em direção ao seus amigos e parecia possuir um ódio em seu olhar e diz que o aconteceu foi culpa deles e que o acidente de certa forma havia sido provocado por algum deles e sai correndo sozinha na rua direto para sua casa.
No outro dia na escola Andressa havia faltado da aula e depois de algumas horas chegou a notícia de que a mãe dela morreu na noite anterior.
À noite os três amigos vão até a casa de Andressa para conversar com ela, mas um parente que estava na residência diz que ela havia saído de tarde para ir ao cemitério e não havia voltado ainda e pede para que se possível eles procurem ela. O três dão uma volta pela cidade e passam pelo cemitério quando ao olharem mais profundamente observam ela totalmente diferente.
O cabelo todo certinho deu lugar a algo despenteado e agressivo, suas roupas eram completamente pretas e seu rosto estava completamente diferente sem o óculos.

Luíza tenta se aproximar de sua amiga, Andressa apenas olhou para Luíza e disse que eles, um por um, pagarão pelo que fizeram à sua mãe. Luíza tenta mudar a idéia da amiga, mas Andressa continuou em silêcio olhando para o túmulo.
Com o passar dos dias Andressa se afastou completamente de sua vida social e nunca mais foi vista por ninguém daquela cidade.
Assim foi por 5 anos.
Quando já estavam na faculdade os três amigos marcam de se encontrar em uma lanchonete. Depois algumas conversas eles tocam no assunto do copo e da Andressa que misteriosamente desapareceu. O assunto foi comentado por horas até que Luíza deu a idéia deles fazerem novamente a brincadeira do copo. Já adultos todos topam e vão novamente para a casa de Luíza.
Sem medo algum eles brincam muito com o jogo. Diogo faz uma pergunta interessante:"Onde está Andressa?", o copo anda, anda e acaba respondendo "Aqui", novamente todos caem na gargalhada, quando o telefone toca. Luíza atende e uma pessoa estranha diz: "-Com vocês!" e desliga, Luíza pensa ser um trote e nem dá muita importância.
Brincaram com o copo por duas horas até que se cansaram e cada um foi para sua casa. Luíza limpa a bagunça e vai dormir.
Naquela noite Luíza teve todas as lembranças de quando eles realizaram o jogo pela primeira vez.
O estranho foi que Diogo e Pedro também tiverem os mesmos sonhos.
Após à meia noite Luíza escuta barulhos em seu quarto e ao abrir os olhos se depara com um rosto na escuridão.
Diogo e Pedro tiveram a mesma visão, desesperados, cada um em sua casa corre pega seus carros e partem. O destino seria a casa de Luíza, mas ela também saiu com seu carro.
Como estavam apavorados com que tinham visto eles saíram desesperados e por ironia do destino eles acabaram sofrendo um acidente exatamente no local onde a mãe de Andressa havia morrido. Os três amigos haviam batido seus carros em um mesmo cruzamento.
O que aconteceu?
O carro de um deles pegou fogo causando assim um enorme incêndio e os três morreram carbonizados.
Um mistério prevaleceu na cidade, pois ninguém nunca soube o verdadeiro motivo daquele acidente.
A única coisa curiosa foi encontrada no quarto de Diogo: "Fotos do acidente da mãe de Andressa, coisa que nem a polícia teve acesso na época."
"Andressa, após a morte de sua mãe fez o jogo do copo dia após dia até que uma mensagem pediu para que ela se matasse."

a brincadeira do compasso

Três jovens com idade de quinze anos cada um, descobrem em um livro uma brincadeira onde se usa um compasso e um círculo com letras para atrair espíritos e poder prever o futuro.
Era década 70 onde muitas coisas novas estavam sendo descobertas.
Assim fizeram, Alice, Rogério e Ludmila. Se reuiniram na casa de Alice que estaria sozinha em uma noite de luar naquele verão.
Sentaram-se na mesa da cozinha, desenharam um círculo em um papel, escreveram as letras do alfabeto acompanhando o desenho e as palavras "Sim" e "Não" nas laterais.
Antes de começarem eles conversam e com um pouco de medo se certificam do ato.
Rogério começa, segura o compasso no centro e pergunta se eles podem iniciar as brincadeiras: O compasso gira, gira e cai no Sim. As meninas começam a rir e dizem que ele fez de propósito, mas Rogério jura que não.
Ludmila é a segunda a mexer e pergunta se o espírito que está com eles é homem ou mulher, e mais uma vez o compasso gira mas não aponta para nenhum lugar, ela desiste e passa a vez para Alice que insiste na mesma pergunta mas desta vez eles constatam que quem está com eles é um homem.
Os amigos muitas vezes param e começam a rir um das caras dos outros mas com o passar das horas o assunto vai ficando sério.
Em uma de suas perguntas Rogério questiona o espírito sobre como haveria sido sua morte. A resposta é breve: "Dolorosa" o compasso soletra em suas voltas.
Eles cada vez mais vão ficando curiosos, e vão se esquecendo que quanto mais tempo eles segurarem um espírito mais almas poderão ser atraídas para perto deles.
Alice faz uma pergunta curiosa e assustadora: "Como era a pessoa que havia matado Paul, como era chamado o homem americano que estava em forma de espírito respondendo as perguntas."
Letra por letra o compasso roda, e ele descreve como uma pessoa de máscara branca e roupa preta que com uma faca o esquartejou.
Alice fica assustada e larga o compasso que misteriosamente faz um pequeno movimento na mesa, mas que ninguém percebe.
Já completava duas horas que eles estavam atraíndo espíritos para dentro da casa de Alice.
Ludmila começa a duvidar da veracidade do espírito e pede uma prova. O compasso roda, roda, roda e nada acontece quando Ludmila que estava apoiada na mesa acaba escorregando e enfiando a ponta do compasso em sua mão. O corte havia sido bem grande e muito sangue estava na mão esquerda da menina. Os amigos desistem na hora da brincadeira e ajudam a fazer curativos.
O que eles não esperavam era que a maldição estava apenas começando.
Um mês depois do susto eles decidem terminar a brincadeira, porque assim como tinham pedido para entrar na brincadeira, com o acidente de Ludmila haviam esquecido de pedir para sair.
Recomeçam o jogo, Rogério pede para que Paul retorne mas não tem resultados o mesmo aconteceu com Alice e com Ludmila foi diferente, Paul retorna e gira o compasso até se formar a palavra "Sorry" onde dizia-se responsável pelo acidente da menina.
Todos ficam aterrorizados e conseguem sair da brincadeira e juram guardar segredo sobre aquilo.
Dez anos se passam.
Alice, Rogério e Ludmila não se falavam mais devido ao rumo que a vida de cada um havia tomado.
Ludmila havia se tornado uma pessoa que se interessava por assuntos místicos e acabou descobrindo que quando uma pessoa é ferida em alguma brincadeira com espírito ela carregaria o mal por toda sua vida.
Com isso, começou a buscar ajuda em vários lugares espíritas.
Pensando estar livre, segue sua vida com muita felicidade.
Agora nos dias atuais, Ludmila já estava casada e tinha uma filha de 7 anos.
Nos últimos meses ela não estava muito bem, na maior parte do tempo sentia-se inquieta e tinha muitas dores na mão onde o compasso havia machucado.
Ela já havia deixado o espíritismo de lado, mas volta a pegar seus livros para fazer algum ritual de cura.
Assim em uma noite em que ela estava sozinha, fez várias rezas, sentiu-se mais leve e foi dormir.
Seu marido chega por volta das onze horas da noite com sua filha pois haviam ido à uma festinha de aniversário.
Ludmila nem percebe e dorme em sono profundo.
Passava das duas da manhã, Ludmila se levanta sem fazer qualquer barulho, parecendo estar com hipnose vai até o escritório da casa pega um estilete e caminha em direção ao quarto de sua filha, entra quieta chega perto da menina. A pega pelo pescoço e com uma força animal a joga contra a porta do quarto, a pequena criança perde a fala e não consegue gritar. O pai dormia profundamente e nada ouviu pois o quarto do casal ficava no andar de cima da casa.
Ludmila ergue o estilete e violentamente ataca sua filha que tenta se defender com a mão mas de que nada adianta.
A criança quase morrendo olha para Ludmila e diz "Mamãe te amo" e caí toda ensangüentada perto da porta de seu quarto que estava com a marca de sua mão.
Ludmila em transe segue para seu quarto com a intensão de matar seu marido, mas desta vez utiliza de uma faca que pegou na cozinha.
Com muito ódio dá um golpe certeiro em seu marido que morre na hora, após isso passa a faca no corpo arrancando toda a pele.
Muito sangue estava na cama, Ludmila muito calma se deita como se nada tivesse acontecido.
Dorme por umas duas horas, o relógio marca quatro da manhã, Ludmila acorda com um barulho, quando olha para seu lado vê muito sangue e seu marido morto, grita desesperadamente e sai correndo pela casa. Quando chega na sala se depara com um vulto de um pessoa alta. Ela se assusta e fica sem reação, aquela coisa se aproxima dela e diz que ela o libertou do mundo dos mortos quando matou seus dois familiares e diz que ele esteve dentro dela desde o dia da brincadeira do compasso onde ela havia se machucado.
Ludmila olha no rosto e nota que possui uma máscara branca, capa preta e uma faca em sua mão, do mesmo modo que o espírito havia contado para eles no dia da brincadeira.
Na verdade Paul apenas iludiu os garotos e ele não era uma simples pessoa e sim um dos Demônios das trevas agora livre.
O espírito ficou dentro dela por todos esses anos até achar um modo de sair e ficar livre.
O dêmonio olha para Ludmila e sem piedade enfia a faca em seu olho, a lâmina atravessa e sai do outro lado da cabeça.
E assim como ela fez com seu marido, o espírito fez com ela, arrancou sua pele e com seu sangue, perto de seu corpo escreveu "Sorry", a mesma palavra que ela viu quando havia se machucado durante a Brincadeira do Compasso.

meia-noite

São Paulo - 12 de abril de 1911



11:00 PM

Tenório planeja a o assassinato de sua esposa, por tê-lo traído com o dono única loja de consertos dos raros aparelhos elétricos da época.

Heloísa que estava grávida e prestes a dar a luz, recolheu-se no seu quarto para dormir.
Tenório pegou um rádio que havia sido um presente do amante de sua esposa e para se vingar a mataria com o objeto.

Entrou lentamente no quarto, aproximou-se da cama ergueu o aparelho que estava em suas mão e atingiu a cabeça de Heloísa violentamente fazendo com que ela ainda atordoada saísse da cama implorando por ajuda.
Tenório a espancava cada vez mais.

O amante de Heloísa era vizinho e escutando os gritos correu para ajudar sua amada.

Arrombou a porta de entrada e seguiu para o quarto. Tenório escutou o barulho e preparou-se com uma faca e assim que Rogério, o amante, entrou no quarto foi surpreendido com golpes.

O relógio marca meia noite.
Heloísa e Rogério foram mortos por Tenório.

Tenório pega sua faca e o rádio com que agrediu sua esposa e foge.

O rádio foi jogado em um terreno baldio e com a faca ele se matou num parque no centro da cidade.




Dias após, um mendigo encontra o rádio jogado e com apenas alguns arranhões e leva para vender na loja do falecido Rogério, que agora estava sendo comandada por seu filho.



São Paulo - 20 de março de 2005

Tiago um garoto de 16 anos, tinha problemas com pesadelos e há várias noites sonhou com um rádio antigo. Desde então despertou o desejo de possuir algo igual aquele estranho objeto.
A mãe dele achou que tudo era loucura, já que um médico dizia que aqueles sonhos apenas eram frutos de sua obsessão por jogos de computador.

Tiago insistiu até que em um dia foi até uma loja de antiguidades e comprou um rádio cujo o vendedor havia dito que era de 1911 e pertencia à um antigo técnico que vivia na região.

O rádio foi levado para a casa de Tiago.

28 de março de 2005

Desde quando adquiriu o aparelho os pesadelos se foram e ele já havia achado uma utilidade para ele.
Inteligentemente ele consegui conectar o rádio ao seu computador através de inúmeras conexões.

Com o passar dos dias Tiago foi ficando estranho e parecia estar vivendo em uma outra realidade, já havia deixado de gostar de jogos e interessava-se apenas por internet.
Sua mãe não notava nada mais errado, imaginava que fosse apenas algum outro "vício" de seu filho.

Sem que sua mãe soubesse, Tiago entrava na internet todas as noites e sempre buscava por assuntos relacionados à mortes do passado.
Misteriosamente ao passar da meia noite, ele não tinha mais qualquer coisa a fazer e ia para sua cama dormir.

Vários dias se passaram e Tiago se interessava por assuntos relacionados aos seus antepassados. A mãe dele já estava achando estranho demais essas atitudes dele.

Numa noite que não estava com muito sono Tiago, sentiu um enorme desejo de ver algo sendo morto.
Seguiu para a cozinha armou-se com uma pequena fava e foi para o quintal, onde carinhosamente chamou por seu cachorro e deu-lhe inúmeros golpes no pescoço.
O pobre animal agonizava e a mãe de Tiago assustada correu para fora e encontrou seu filho lambendo o sangue do animal.

Rosa, a mãe de Tiago, entrou em estado de choque ao se deparar com aquela cena horrível, gritou tanto até que alguns visinhos pudessem escutar e corressem para dentro de sua casa.
Tiago permanecia calmo e ainda paralisado num canto com o sangue do cachorro em seu corpo.

Dias se passaram, Tiago tinha sido levado ao hospital psiquiátrico onde o médico recomendou que o garoto não saísse de casa por alguns meses até que ele pudesse estar recuperado do trauma que teve após matar o cachorro.

Com pena de seu filho, Rosa permitiu que ele entrasse na internet durante o dia.

Tiago sentia-se muito solitário e divertia-se todas as noites conversando no MSN com uma pessoa com o apelido de Isa.

Tiago e Isa começaram a se falar logo após ao incidente da morte do cachorro.

3 de abril de 2005
Rosa já deixava Tiago sair de casa para ir para lugares próximos à sua casa.

Tiago sempre ia à uma loja de eletrônicos comprar peças para seu rádio que ainda não captava nenhum sinal.

Rosa nem se preocupava mais com seu filho e os dois levavam uma vida normal como antes.

Demorou mas Tiago conseguiu comprar a última peça para seu antigo rádio e justamente nesta noite ele voltou a falar com Isa no MSN.

Por volta das 10 da noite o rádio ligou sozinho e começou a captar sons estranhos parecidos com pedidos de ajuda. Rosa entrou no quarto do filho e fez com que ele desligasse o aparelho.

O computador após esse dia começou a ter problemas, principalmente quando Tiago conversava com Isa.

8 de abril de 2005
Tiago já não desgrudava do computador para nada.
Rosa em um dia que seu filho estava na escola resolveu investigar o que seu filho fazia constantemente na internet.

Pesquisou os endereços e foi tendo uma surpresa assustadora ao ver que seu filho visitava sites com apologia Satânica e com fotos de assassinatos.

Descobriu a senha e entrou no MSN, imediatamente um rosto deformado aparece na tela e some rapidamente. Neste exato momento Isa começa a falar com Rosa., que apavorada desliga tudo.

Rosa pediu implicações à Tiago que por sua vez nem deu atenção.

10 de abril de 2005
Tiago passa 24 horas em frente ao computador e nem liga para as ordens de Rosa.

11 de abril de 2005
Duas horas da tarde e Tiago já começava a conversar com Isa.
Os dois pareciam armar um plano para a noite.

Exatamente às 10:30 da noite Tiago chama sua mãe para seu quarto e diz que vai explicar como tudo começou.

Neste momento o computador volta a ter interferências com rostos e o rádio ligou sozinho.

Rosa espanta-se mas permanece no quarto.

Mãe e filho conversaram por muito tempo.

Quando o relógio estava para marcar meia noite, Tiago segura o rádio em suas mãos e bate com toda força na cabeça de Rosa que grita de dor no chão.

Neste momento as luzes da casa se apagam e apenas o computador permanece ligado.

Uma luz muito forte vinha do monitor e uma voz ordenou que Tiago amarrasse sua mãe numa cadeira e logo após derramasse gostas de sangue em cima do rádio.

O garoto realizou o ritual e um som muito alto tomou conta da casa.

Um espírito se desprendeu do computador, foi em direção a Tiago e disse:"-Sou Heloísa, ou apenas Isa".

A mãe de Tiago ainda estava imóvel no chão quando Heloísa se aproximou deu uma risada e incorporou em Rosa.

Heloísa olhou para Tiago e disse:
-Nesta mesma casa há exatos 94 anos fui morta e o filho que estava em minha barriga sobreviveu. Essa criança cresceu, teve filhos e é seu bisavô.
- Fui morta pelo seu tataravô que pensava que meu filho era do vizinho, o qual nunca tive nenhum caso.
- Antes de morrer jurei que me vingaria de Tenório.
- Já matei sua mãe Tiago, agora ela irá sofrer tudo que eu sofri aprisionada em computadores e você irá passar a mesma dor que eu.

Tiago foi morto por Heloísa, do mesmo jeito como ela foi, com golpes do mesmo rádio que ela havia ganhado de Rogério em 1911.

Heloísa no corpo de Rosa saiu caminhando calmamente com o rádio em suas mãos até chegar em um antigo cemitério onde o corpo de Tenório estava e disse em voz alta:
- Que sua alma queime no inferno, porque minha vingança está concluída.

Heloísa deixou o rádio em cima do túmulo e desapareceu.


No dia seguinte o coveiro encontrou o rádio e pensando ser brincadeira de alguém o levou até uma loja de antiguidades e vendeu o aparelho.

Na loja, todos juram que aquele rádio tem o poder de amaldiçoar quem o possui e outro juram que já ouviram pedidos de ajuda vindos dele.

espiritos malignos

Aconteceu há algum tempo atrás em uma cidade do interior de Minas Gerais.
Helena cansada de orar e pedir resolveu procurar um centro e umbanda onde acreditava encontrar uma cura para seu útero e finalmente poder ter um filho.
Começou a freqüentar. No início foi tudo bem, ia à todas sessões e se relacionava muito bem com as pessoas de lá.
Em um dia após algumas rezas espirituais, Helena conversa com uma mãe de santo e na conversa revela que o maior desejo de sua vida é ter um bebê, e que através da umbanda prentede realizá-lo. Valmira, a mãe de santo, chama Helena em uma salinha e fala para ela sobre um pequeno lugar que fazia com que os "milagres" se realizassem.
Helena se anima e vai ao lugar milagroso sem que seu marido saiba.
Ela pega o endereço que Valmira passou e chega em um beco aparentemente abandonado, sai do seu carro e bate em uma pequena porta, logo um homem de meia idade a atende e convida para entrar, Helena diz que veio mandada por Valmira. O homem diz que já esperava por ela e pede para que se acomode no fundo da sala em que todos estavam reunidos.
Helena se assusta com o que vê nas paredes, muitas fotos de demônios e outros seres deformados, na sala umas seis pessoas permaneciam quietas e imóveis.
O culto começa, todos se levantam e reverenciam um homem vestido todo de preto e com um rosto medonho. Helena sente-se incomodada com todo aquele cenário e começa a se aproximar da porta para sair dali. Quando estava para abrir a porta o "mestre" como era chamado, a chama para ficar sentada e quieta durante o culto. Helena com medo obedece.
Em determinado ponto do ritual, entra uma moça bem magra e pálida com a foto do demônio em suas mãos, nessa hora Helena fica apavorada e tenta ir embora, mas o "mestre" a segura com força e faz ela ajoelhar diante da foto como os outros seguidores.



A foto passa de pessoa em pessoa, e cada um deve fazer um pedido em voz alta para a imagem. Cada um pede aquilo que lhe é conveniente. Quando chega a vez de Helena, ela pede para ficar grávida. Após os pedidos todos voltam a se sentar.
O final do culto se aproxima e o "mestre" vem com uma faca fazendo pequenos cortes nos pulsos das pessoas. Helena começa a chorar mas estava presa naquele lugar. Dois homens a seguram e o corte em seu pulso é feito.
O "mestre" fala: "- Por mais um dia vocês selaram a dívida com o Superior". E se retira da sala. Todos vão embora em silêncio.
Helena entra em seu carro e vai o mais rápido possível para sua casa, mas o pior de tudo foi que ela se calou sobre essa experiência.

Quatro meses se passam...
Helena já havia se recuperado do susto daquele dia, e também havia deixado de ir ao centro de umbanda.
Vivia feliz ao lado de seu marido.
Em uma tarde de sábado quando estava fazendo compras, se sente enjoada e desmaia. Seu marido estava junto e a levou rapidamente para o hospital onde fez muitos exames e permaneceu em repouso até o início da noite.
O médico vem com os resultados e dá a notícia que Helena estava grávida. Ela e seu marido não se agüentavam de tanta felicidade.

Na semana seguinte, sozinha em casa Helena estava pensativa pois o pedido feito no culto havia se realizado. Ela pensa mais um pouco e decide voltar naquele lugar para agradecer o milagre.
Seu marido trabalhava à noite e isto facilitava com que ela não fosse descoberta.
Entra novamente na sala de orações e um dos homens disse que a presença dela já era esperada, pois quem um dia faz seus pedidos acaba retornando para agradecê-los.
Assim aconteceu por meses, dia após dia Helena retornava e fazia o pacto de sangue com as outras pessoas.

No culto, em um dia que Helena não havia ido, houve uma reunião em que todos estavam em acordo com uma decisão: "O ritual do sacrifício seria realizado".

O bebê de Helena já estava no sexto mês de gestação e ela continuava freqüentando os rituais diariamente e parecia estar super feliz com tudo o que já havia conseguido.

Numa sexta feira de noite estrelada em um dia 11, Helena mais uma vez conclui sua rotina.
Para seu marido ela falava que ia em um grupo de oração rezar por seu filho.
Ela entra na sala de rituais mas desta vez algo estranho estava acontecendo: todos a olhavam diferente. O ritual começa e bem na hora em que a foto do demônio aparece para ser cultuada e adorada, seu celular toca e ela recebe a notícia que seu marido acabara de ser assassinado quando ia para seu trabalho. Helena grita muito e tenta abrir a porta que estava trancada.
Dois homens vão em sua direção e ela pede ajuda para sair, mas eles a pegam pelo braço a levam para uma outra sala onde ela nunca havia entrado. Eles tiram toda a roupa dela e a deitam amarrada em uma mesa de pedra muito fria.
Helena tenta gritar mas está amordaçada, chora muito e pede por clemência.
De nada adianta, em uma língua estranha o "mestre" começa a rezar de frente para um crânio com velas do seu lado.
Helena nua, fica apavorada quando vê que o mestre olha para seus orgão genitais, pensa que será estuprada.
O mestre pede para que seus ajudantes segurem com muita força suas pernas abertas e pede para tomarem cuidado com a barriga que possuia o bebê.
O homem enfia a mão nos órgãos de Helena, onde muito sangue escorre pela mesa, aprofunda-se até o útero onde que com muita força agarra o bebê e começa a puxá-lo para fora, Helena desmaia de tanta dor mas os homens não param e puxam seu filho para fora todo ensangüentado e ainda com um resto de vida.
Para matar a criança eles a jogam contra a parede por duas vezes. Com o feto em mãos eles voltam a rezar e colocam o corpo em frente ao crânio e dizem que o Sacrifício está completo.

Helena permanece amarrada, desmaiada e cheia de sangue por toda a noite.

Perto da hora do almoço do dia seguinte ela acorda já solta e limpa. Ela pede por socorro ao ver que seu filho havia sido retirado, mas ninguém aparece. Helena corre para fora pega seu carro que ainda estava no mesmo lugar e foge para casa.

No caminho lembra-se do telefonema que recebeu sobre a morte de seu marido. Ela não agüenta a pressão arruma suas malas e decide fugir para bem longe de sua cidade.

Passam-se alguns anos, Helena aparentemente havia se recuperado, pois foi acusada e condenada pela morte de seu marido. Ficou um ano presa por assassinato duplo de seu marido e filho o qual também foi acusada. Tentou se explicar dizendo que perdeu o bebê em um ritual mas nenhuma prova foi encontrada no local, todos haviam desaparecidos.

Helena, casou-se novamente. E hoje ainda com alguma maldição em seu corpo chora a perda de seu terceiro filho...

Doces sonhos

Nove e quinze de uma manhã ensolarada de terça feira, Jaqueline aguarda sentada em uma das poltronas da recepção do consultório médico do Dr. Tavares.
Suas noites estavam difíceis, pois a insônia predominava há semanas, seu belo rosto jovem de apenas vinte e cinco anos parecia cansado e doente. Provavelmente pela falta de descanso, ela vinha tendo algumas alucinações com vultos e imagens estranhas.
Aguardou por dez minutos, até que a paciente anterior abre a porta e sai da sala do médico.
Já muito inquieta e com sinais de irritação ela é chamada para a consulta.
Era a primeira vez que ela se tratava com o Dr. Tavares, aparentemente era um homem calmo e parecia gostar de sua profissão, o que causava estranheza era uma cruz invertida pendurada atrás da porta. Era muito pequena, mas como boa observadora, notara o objeto.
Disse para Jaqueline, que estes eram sintomas de um princípio de depressão, espantada ela pede um remédio, o médico diz para ela se dirigir para uma outra sala onde a enfermeira iria aplicar uma injeção que faria com que ela dormisse por um bom tempo até que retomasse suas forças.
Após ser medicada ela volta para o consultório, agradece o médico, e sente um certo incômodo, principalmente um pouco de dor em seu peito esquerdo onde possuía uma marca de nascença.

A injeção começa a fazer efeito por volta das duas horas da tarde, Jaqueline sente muito sono e segue para seu quarto onde poderia finalmente repousar.

Seu sono era profundo, mas alguns de seus sentidos permaneciam inalterados. Com o passar das horas, pesadelos começavam a se formar junto com alucinações demoníacas que faziam com que Jaqueline se mexesse muito na cama.

Na manhã seguinte Jaqueline acorda com uma forte dor de cabeça e sua marca de nascença doía. Nem se preocupou muito, pois pensava ser efeito do remédio.
Apesar de ter dormido por muito tempo ainda sentia-se cansada e com medo de algo que ela nem sabia ao certo do que se tratava.

Quase à noite, por volta das seis e meia da tarde, Jaqueline novamente sente sono e feliz por pensar estar curada segue para um bom banho, morava sozinha em uma bela casa muito próxima ao centro da cidade, o telefone toca, sai com uma toalha branca enrolada em seu corpo. Ao atender, nota que a voz era familiar, mas repentinamente o telefone ficou mudo.

Jaqueline acorda deitada na cama e enrolada em uma toalha amarela.

Sua memória estava falhando, chovia muito, ela estranha, pois antes de atender ao telefone estava uma bela tarde quente. Nem nota o fato da cor da toalha ser diferente.

Anda até a sala onde ao olhar para o relógio toma um susto ao ver que marcava cinco e trinta e quatro da tarde, muito confusa liga a televisão e assusta-se com o fato de já ter se passado um dia.
Preocupada e pensando ter desmaiado, marca uma nova consulta com o médico.

Nesta noite, a insônia voltara e Jaqueline nota que sua marca aumentara de tamanho.
Rápidas alucinações de pessoas pedindo ajuda vêem à sua cabeça.

Na manhã seguinte, já no consultório explica para o Dr. Tavares o que aconteceu com ela nos últimos dois dias. Ele diz que era perfeitamente normal, já que ela tomou um medicamento muito forte. Sobre os pesadelos e alucinações, dizia ele que eram apenas mais algumas reações.
Jaqueline com receio não comentou sobre as dores e o aumento de sua cicatriz.
Novamente a cruz invertida a incomoda muito.

Quando assinava sua ficha na recepção, sentiu-se mal e a lembrança de seu falecido pai vem a cabeça. A recepcionista preocupa-se, mas Jaqueline nega qualquer ajuda.

Jaqueline, sem dar muita importância para isso, entra em seu carro e vai até um supermercado fazer algumas compras.

Anda calmamente, realizando suas compras, por ser muito cedo o movimento era pequeno e ela tinha a impressão de ver vultos correndo entre as prateleiras. Sentia que alguém a vigiava e perseguia.

Compra tudo o que precisa e novamente volta para sua casa.

O sono retorna e Jaqueline deita-se para tentar dormir mais um pouco.

Morava sozinha, pois seus pais e dois irmãos haviam morrido em um acidente de carro quando voltavam da praia, felizmente Jaqueline trabalhava naquele dia e não pode acompanhá-los.
Dois anos já passaram, mas a lembrança deles ainda era viva em sua memória, Jaqueline acreditava em espíritos e em muitas noites sonhava que eles ainda estavam ao seu lado.

Nessa noite em especial, Jaqueline sonhara que estava nua em uma rua muito escura e sua mãe aparecia apontando para o ferimento em seu seio e logo após ela desaparecia e uma imagem que se assemelhava a de um demônio aparecia em seu lugar.

A família de Jaqueline era atéia e em algumas ocasiões seu pai procurou nas forças malignas a solução de seus problemas.

Jaqueline continuava a ter pesadelos, e sempre vinham acompanhados de imagens de demônios, em certo momento em seu sonho sentiu um forte sangramento proveniente de sua ferida no peito.

Assustada corria em direção a uma fogueira que não a queimava. Ao entrar em meio às chamas sente a presença do Dr. Tavares, no exato momento em que iria olhar de perto para confirmar sua suspeita, ela acorda.

O medo era real, ao abrir seus olhos depara-se com o médico na sua frente, suas mãos estavam amarradas na cama. Dr. Tavares realizava um ritual de magia negra.
Jaqueline gritava muito, mas infelizmente nenhum de seus vizinhos conseguiu escutar seus pedidos de ajuda.
Jaqueline chorava demasiadamente, pensava que seria estuprada ou roubada, mas o médico tinha outros planos para ela.

O dia amanhece, e Jaqueline continuava amarrada, Tavares dormiu no mesmo quarto e com muito cinismo explicou que conseguiu roubar de sua bolsa uma cópia da chave de sua casa.

Tavares rasga a roupa de Jaqueline, e dá início ao ritual do sacrifício, que duraria muitas horas ou até mesmo dias.

Um pentagrama é desenhado com um canivete em sua barriga, os gritos de dor e desespero foram abafados com uma amordaça.

O sangue escorria lentamente até o lençol, sua pele estava rasgada e queimava muito, pois pingos de vela foram jogados em cima dos cortes.

A cicatriz de Jaqueline parecia ganhar mais forma e tamanho, transformando-se em uma cruz invertida, símbolo do satanismo.

Tavares realizava algumas orações em uma linguagem estranha, Jaqueline sente algo estranho, sua visão lentamente escurece e uma forma demoníaca surge em meio à escuridão. Essa força das trevas parecia conduzir seu espírito a um lugar repleto de fogo.
Repentinamente Jaqueline volta a si, novamente sentido dores insuportáveis vindas da mutilação de um de seus dedos do pé.

Desejava a morte acima de qualquer coisa, pois aquilo era uma situação inimaginável.

Dois dias se passaram.

Jaqueline foi levada para um matagal, agonizando e sem forças ainda resistia às mutilações, quase todo seu corpo já possuía cortes e queimaduras, por pouco não sofreu uma grave hemorragia.

Muito fraca e sem voz por tentar gritar ainda insiste em perguntar o motivo daquilo. Tavares olha para Jaqueline e leva até seus lábios o sangue que escorria de seu abdômen. Sabendo que ela estava em seus últimos dias decide revelar a verdade:

Tavares e Mário, pai de Jaqueline, estudaram juntos na faculdade e descobriram o poder da magia negra. Renunciando a Deus, partiram para o lado do Demônio e conseguiram inúmeras conquistas.

O pai de Jaqueline prometeu sua filha mais velha às trevas se ele conseguisse um status social e reconhecimento da classe médica.
Numa semana após seu nascimento a menina foi marcada com a cruz invertida, em algum dia seria serva ao diabo que viria buscá-la.
Tavares também pediu dinheiro e sucesso e em troca, prometeu acabar com a família de Jaqueline, onde suas almas seriam transportadas para o inferno.
No dia antes do acidente, Tavares mexeu no motor do carro da família, provocando o acidente e morte de todos.
Jaqueline sobreviveu por vontade de Satã, pois para ela existiriam outros planos.


Jaqueline estava em seus últimos momentos, Tavares retirou a amordaça e em seu último suspiro olhou para o médico e mandou-o ir para o inferno.

Tavares riu e cravou uma faca no coração da moça, que nem teve como reagir. Morreu instantaneamente.

O médico teve uma surpresa quando reparou que os ferimentos do corpo de Jaqueline começaram a se regenerar. Lentamente ela retorna à vida, só que desta vez possuída por algo muito poderoso.
Com uma força descomunal arrebenta as cordas que a prendiam e agarra Tavares pelo pescoço. Uma voz grossa e medonha diz que chegou a hora dele pagar a dívida e seu lugar já estava reservado.
Tenta lutar, mas inutilmente consegue alguma coisa. Ele é enforcado.

Jaqueline foi enviada das trevas, para cobrar as dívidas de seu supremo, atrás de uma pessoa simples e aparentemente calma existia a mais confiável filha do demônio.

vivendo depois de morto

Ele se chamava Selvin, veio dos EUA para o Brasil há alguns anos atrás, estudar alguns possíveis casos de paranormalismo que estavam acontecendo no interior de Santa Catarina.
Mudou-se para um hotel, onde ficou hospedado por uns dois meses fazendo uma pesquisa.
Corriam boatos pela cidade que havia sido descoberto uma casa no meio de uma mata onde tinha ocorrido um assassinato em série no ano de 1925.
Curioso demais decidiu que no dia seguinte bem cedo iria até a cabana misteriosa.

Cinco da manhã.
O sino da pequena igreja toca, acorda e se veste com roupas resistentes. Sai rapidamente, antes que outras pessoas percebam. Ainda estava meio escuro, mas até chegar à mata o sol já teria nascido.

Um conhecido havia explicado como chegar na casa. Naquele momento se interessava mais em tirar fotos para divulgá-las posteriormente.
Entrou na mata e foi caminhando em direção ao sol. Ruídos estranhos pareciam o acompanhar, nem ligou pois poderiam ser pássaros ou lagartos.
Depois de uma hora de caminha encontrou a pequena cabana, meio que com medo decidiu entrar e fotografar o mais rápido possível..

Dentro da casa repara que tudo está muito velho e sujo, na sala encontra uma foto de um homem com um olhar vibrande que parecia lhe observar.



Começou a tirar as fotos, primeiro do lado de fora depois tirou do quadro e dos outros cômodos da casa, até aí tudo normal.

A máquina de Selvin era digital, então antes de ir resolveu dar uma conferida nas fotos.

Começou a olhar e tudo estava correto, mas percebeu algo estranho: o quadro não havia saído na foto, tudo estava lá: a parede a moldura a sujeira menos a foto do homem.
Olha para a parede e a foto estava lá, pensou que poderia ter ocorrido um erro e novamente fotografou. Para seu espanto o homem não aparecia na imagem.
Assustado decidiu ir para o hotel. Estava quase saindo quando escutou uma voz bem baixinha cantando, olhou para o quadro e o misterioso homem parecia sorrir ele. Ficou gelado na mesma hora e suas pernas amoleceram.

Mesmo assim resolveu chegar bem perto para passar a mão no quadro, e quando tocou sentiu uma mão em seu ombro, rapidamente se virou e encontrou o homem do quadro com uma enxada em suas mãos, começou a gritar por socorro mas o homem empurrou Selvin para um canto da casa, levantou sua arma e começou a cantar a mesma música que Selvin ouviu quando estava para sair da casa.

O homem olhou profundamente em seus olhos e disse dando risadas: "Agora é a sua vez!!!!"
Depois disso Selvin não viu mais nada.

A única coisa que ele vê hoje é a visão da porta da casa e a lembrança do homem todo ensangüentado sumindo no meio da mata com uma enchada apoiada nos ombros.

Selvin ficou preso no mesmo quadro onde o homem estava, e o único meio de poder sair de lá vai ser quando outra pessoa tocar a foto, assim ele poderá matá-la e aprisioná-la naquele maldito quadro.
Desta forma Selvin terá pelo menos a chance de vagar pela Terra como aquele que viveu após a Morte.